Cosplay: Charada

Cosplayer: Will Nygma

Ser Cosplay não tem idade, cor ou sexo, o importante é se divertir e se sentir bem com o personagem que se está interpretando, como já dito mais de uma vez nessa coluna, no entanto, algumas pessoas resolvem levar o Cosplay bem mais a sério e buscam se aproximar da perfeição e ganhar prêmios em concursos.

Pensando nisso, realizamos uma extensa entrevista com Will Nygma, ganhador de inúmeros prêmios de concursos Cosplay, incluindo por seis vezes consecutivas na CCXP. Ele dá dicas de interpretação e, acreditem se quiserem, defende com unhas e dentes o filme “Batman Eternamente” de Joel Schumacher.

Sendo assim, aproveitem as dicas e desvendem os segredos do Charada:

1) Will Nygma, o nome artístico não deixa dúvidas, estamos falando com um fã do Batman, certo? Até porque, em sua biografia constam a produção do 1º Encontro do Fã Clube Oficial do Batman, em Guarulhos, e o curta-metragem “Maníacos do Arkham” em 2019. Quando e como nasceu essa paixão pelo universo do Batman?

R: Ah, isso vêm da infância, desde pequeno eu assistia a reprise do seriado Batman dos anos 60 e os desenhos do Super Amigos, e a séria animada dos anos 90. Eu fui no Cinema ver o Batman do Tim Burton e desde então todos os outros, sempre no Cinema, até hoje. Minha fascinação surgiu principalmente por conta do Frank Gorshin que interpretava o Charada na série de 1966. Na adolescência comecei a ler os quadrinhos, por conta das séries na TV. Tenho até hoje a quadrinização do filme Batman de 1989 com Jack Nicholson e Michael Keaton. Sou uma pessoa noturna, desde criança não durmo a noite e minha mãe sempre me chamava de morcego, o que gerou rapidamente uma identificação pelo herói, além do fato dos personagens serem mais realistas e sem super poderes.

2) Impossível não ficar curioso com o “Maníacos do Arkham”. Você dirige e atua como charada nele? Onde podemos adquirir ou assistir o Curta?

Cartaz de divulgação de “Maníacos de Arkham”, direção, roteiro e atuação de Will Nygma como Charada

R: Sim, além de assinar o roteiro e direção, também interpreto o Charada no filme. O projeto acabou se tornando um média metragem, a primeira parte do filme apenas que será um curta metragem, para participar de alguns festivais. A segunda parte ainda está em fase de pós produção, mas já exibimos essa primeira parte em alguns eventos, inclusive no Festival Cine Kaki em Mogi das Cruzes (SP). Como se trata de uma produção sem fins lucrativos, não será vendido, mas sim exibido gratuitamente, após essa crise que o país enfrenta teremos novas datas dos locais de exibição, mas basta seguir nossas páginas que sempre sorteamos convites entre outros prêmios como camisetas exclusivas, para conferir os locais onde serão exibidos. Mas acredito que agora, apenas depois de 2021, que os filmes já tiverem percorrido todos os eventos e festivais, que serão disponibilizados pelo YouTube, ou em alguma campanha de exibição online que pensamos em promover onde divulgaremos em nossas redes sociais e site.

3) Recentemente Joaquin Phoenix ganhou um Oscar por sua interpretação no filme Coringa. É a segunda vez que o personagem traz um Oscar para a DC Comics. Em 2009, Heath Ledger também recebeu (após sua morte) o Oscar de melhor ator coadjuvante por “Batman: O Cavaleiro das Trevas”. Há uma inegável fascinação pelo vilão. Dito isso, qual foi o motivo que o levou a se identificar com o Charada ao invés do Palhaço?

R: Eu sempre gostei do Coringa, desde garoto, amava o Jack Nicholson no papel e gostava muito do Cesar Romero quando via as reprises da série de 1966, mas era o Charada do Frank Gorshin no seriado que eu me identificava mais, pois sempre fui fascinado pelo conhecimento e ele sempre foi um personagem mais inteligente, que só usava a força física quando realmente necessário; claro que no seriado dos anos 60 isso era de praxe em todos os personagens, o famoso momento das lutas onde éramos subitamente bombardeados por todas aquelas onomatopeias com seus “POW”, “CRASH” “BOOM”, na tela como uma revista em quadrinhos e aquele clima psicodélico que definiu uma época e ainda nos anos 90 era divertido ver aquilo, mas eu  me identificava muito com sua inteligência, seus jogos de intelecto e sua flexibilidade quase circense, ele tinha um corpo e rosto elástico. Frank Gorshin era muito teatral e eu me identificava com aquilo, depois conheci o lado mais gentleman do personagem na série animada dos anos 90, adorava a dublagem, depois Jim Carrey encarnou o personagem no filme de 1995 e foi aí que eu fui subitamente arrebatado, se hoje eu gosto do Jim Carrey é por conta dele ter dado vida a meu personagem favorito. Na época eu já lia os quadrinhos, lembro q ficava procurando nas bancas e sebos revistas do Batman que tivessem o vilão, e todo esse mistério que envolvia esse personagem de não saber de fato de onde ele veio, porque ele tem essa compulsão por enigmas que me deixava cada vez mais curioso, mas principalmente sua dubiedade, pois todos que representaram o personagem sempre deixam muito em foco isso, pois assim como o Batman e o Duas Caras, O Charada e o Edward Nygma vivem um distúrbio de personalidade tremendo e Edward mais ainda, por viver nesse paradoxo de não cometer um crime sem antes deixar uma pista em forma de charada, o que o torna vulnerável, mas se ele não deixar, como cometer o crime? Eis a sua lógica e conflito, pois ele está sempre testando sua capacidade de vencer e aspirar em outras pessoas a exercitar o raciocínio. O Charada é tão complexo quanto o Coringa, mas seu entendimento está além da sua compreensão e mais ainda do grande público, o que torna o Coringa em sua magnitude mais identificável para a maioria das pessoas por ser inconstante e imprevisível, diferente da compulsão do Charada de sempre querer estar no controle da situação e se preparar muito para cada etapa de qualquer coisa que ele vá fazer, hoje vejo muito disso em personagens como Jigsaw de “Jogos Mortais” e o Professor de “La Casa de Papel”, pra mim eles são a União perfeita do intelecto do Charada.

Cosplay Charada, filme de Joel Schumacher (Will Nygma)

4) Em seu site, entre suas atividades, você inclui ator e performer. Qual é a importância dessa formação em sua atividade como Cosplayer?

R: Totalmente relevante e enriquecedora, pois isso é de enorme importância nesse trabalho, uma vez que se o Cosplay não sabe interpretar seu personagem, não passa de alguém fantasiado. “Cos” vem de customização, a vestimenta, e “Play” nada mais é q interpretar, viver, ser, brincar de ser determinado personagem, pois até em um desfile se você não convencer a plateia e o júri de que é o personagem, não adianta subir lá e desfilar como se estivesse num desfile de modas, mostrando a roupa, sua caracterização precisa vir munida de muita personalidade.
Faço teatro desde muito jovem e já estive no palco inúmeras vezes e aprendi técnicas de atuação, respiração, corporais, voz, postura e todo o trabalho que envolve a construção de um personagem, além de também ser cantor, estar no palco com bandas de rock e cantando sozinho e fazendo minhas performances caracterizado como artistas performáticos como Freddie Mercury, David Bowie, Lulu Santos, Ney Matogrosso, entre outros, o que me auxilia e muito na hora de preparar uma apresentação cosplay de impacto, de saber entrar e sair de cena, conhecer as regras que regem estar em cima de um palco, ou mesmo em apresentações a céu aberto, no meio da galera. Eu já trabalhei nas Noites do Terror do Playcenter onde vivíamos personagens que precisávamos improvisar no meio do público, em uma época que eu já tinha feito esses trabalhos anteriormente, eu já fazia cosplay antes mesmo de adentrar este mundo, que ainda é muito recente, foi em 2014 que fui no meu primeiro evento como Cosplay que foi o Anime Guarulhos, onde cheguei todo tímido, sem conhecer ninguém e logo de cara já fui classificado entre as melhores performances Cosplays. Eu podia não ter experiência como Cosplay na época, mas tinha experiência de palco, seja como ator ou como cantor e performer e ainda fazendo um personagem que eu já dominava. Portanto o Conselho que dou pra todo cosplay ou quem quer ingressar nessa área para fazer um trabalho bacana, com um “Q” a mais, faça um curso de teatro, isso amplia muito os horizontes.

5) Já que estamos falando com um ator e o seu Cosplay de Charada, fale um pouco de sua atuação como vilão? Se alguém pretende fazer um cosplay do Charada, há alguma dica de interpretação?

R: Eu já interpreto o Charada desde muito tempo, em 2003 eu já usava o figurino baseado na versão de Batman Eternamente, onde juntamente de um grupo formado por mim, estudávamos os personagens para estarmos sempre por dentro da persona e compreensão deles como em uma peça de teatro; como sou ator, eu sempre me preocupei muito com a verdade cênica, isso ajudava e muito pra qualquer trabalho cênico e teatral que desenvolvêssemos e esse trabalho sempre foi se alterando, onde eu criava novos elementos de acordo com as variações das versões do Charada que fui desenvolvendo ao longo desses anos, até fazer o Charada em eventos Cosplay.

Foi somente em 2014  a primeira vez que participei de um, mas eu já desenvolvia esses trabalhos tanto com o Charada, quanto com o Coringa em eventos.
Mas não é apenas pelo fato de já ser familiarizado com o personagem em suas variadas vertentes que eu deveria me acomodar ao fazer o personagem no filme dos “Maníacos de Arkham” e os “Contos de Insanidade”, pois neles além do personagem estar inserido em um novo universo, dentro de uma história original, mesmo que inspirada nas HQs, eu precisava criar uma nova concepção para o personagem, mas, claro, com forte influencia de tudo que eu já havia feito e testado indiretamente, que me serviu de um longo laboratório, ainda assim eu recriei esse personagem dentro do contexto da historia do filme e logo seu conceito também é alterado.

Eu, não apenas junto do restante do elenco, promovi exercícios cênicos, como também participei ativamente de todos eles, fora a ajuda do ator, diretor e preparador de elenco João Ângello, que nos conduziu em diversos exercícios de imersão e improvisos, onde podíamos colocar nossos personagens em novas situações que não estavam no roteiro original, mas que indiretamente se ligavam aos acontecimentos da trama, nos fazendo pensar e agir como o personagem agiria nessas situações, o que enriquece muito o trabalho que fizemos depois nas gravações.

Cosplay Charada Clássico (Will Nygma)

Outra coisa muito importante nesses trabalhos e principalmente no desenvolvimento de um vilão é de como a gente lida com o personagem olhando de fora, ou seja, não podemos julgar o personagem, muito menos encarar suas atitudes como ruins nem encarar ele como um vilão, uma pessoa ruim, se não caímos apenas nos estereótipos do bem e do mau. A pessoa que faz maldades, principalmente os psicologicamente perturbados como os que lidamos, em sua consciência realista se eles existissem de verdade, eles encarariam suas decisões como as certas, e na cabeça deles seus atos são todos justificados, são os outros que não compreendem isso ou batem de frente com eles que são os verdadeiros vilões, pois por mais que saibam que são inimigos públicos, não se julgam como tais. Em se tratando do Charada, existe um abismo bem maior ainda que é o seu transtorno obsessivo compulsivo em sempre fazer charadas, inclusive em deixar pistas em forma de charadas e quebra cabeças para cada crime que ele comete, que impede ele de ser um grande criminoso, ele é extremamente inteligente mas vive este grande paradoxo, pois não vê sentido se sua identidade não ser colocada em jogo, o q está atrelado em suas carências afetivas e necessidade de atenção, além de um extremo egocentrismo de querer se provar ser mais inteligente que todos o tempo todo, ele adora testar todos e se testar.


Quanto as dicas de interpretação para quem for encarar o personagem, acho que já dei uma aula aqui sobre, mas em primeiro momento a pessoa precisa tomar partido de que caminho vai tomar, qual versão ele vai seguir, se as versões frenéticas de Frank Gorshin, Jim Carrey e as primeiras HQs que o personagem deu as caras, se a versão realista de Cory Michel Smith na serie “Gotham”, se as versões dos jogos, das animações, das hqs mais sombrias do Batman, ou vai criar a sua própria versão informada por um pouco de tudo, enfim. São escolhas que o ator/cosplayer precisa fazer para compor a sua versão, logicamente alinhada ao figurino q ela optou em utilizar. Ai é só se divertir q o personagem é rico em sua complexidade, não existe uma regra, nem uma fórmula, mas sim, escolhas conceituais.

6) No cinema, o vilão já foi interpretado por Jim Carrey em “Batman Forever” (1995). Qual sua opinião sobre o filme e sobre a atuação de Carrey?

Jim Carrey como Charada em Batman Eternamente (1995) dirigido por Joel Schumacher

Eu vi esse filme no cinema, e ainda é um de meus favoritos; pra mim, o filme foi essencial para a época.

Eu gostava muito da visão do Tim Burton, ainda é um de meus diretores favoritos por causa do Batman, de colecionar todos os seus filmes, mas no ano de 1995 o mundo passava por diversas transformações culturais e tecnológicas, o que fez com que a continuação sofresse com isso, mas que a meu ver foram bem divertidas, saiu um pouco daquele clima sombrio, embora ainda estivesse lá no roteiro, a essência dos personagens como Alfred, Gordon e principalmente Bruce Wayne, que ganhou o charme de Val Kilmer, que sempre achei um ótimo ator e trouxe um ar mais sereno e encantador ao Batman e ao Bruce, ele sabia transpor bem a dualidade dentro daquele contexto, naquele universo funcionava.

Logo a entrada de Jim Carrey foi a escolha perfeita para levantar o astral da franquia, que pesou muito com o grotesco, porém maravilhoso Pinguim de Danny DeVito e a sexy e masoquista Mulher Gato de Michelle Pfeiffer, a proposta do filme Batman Eternamente era ser mais colorida, mais ágil, com mais ação, largar as bizarrices de lado e principalmente ser mais leve e engraçado, então ninguém melhor como o astro do momento que estava despontando com grande ascensão no cenário da época, com seu rosto elástico e sua flexibilidade, que se assemelhavam muito com a persona de Frank Gorshin quando fazia o Charada no filme e seriado de 1966.

Até aquela época, a origem do personagem ainda não tinha sido mostrada com veemência, mesmo com alguns contos de Neil Gaiman que mostravam o personagem contando um pouco de onde veio, mas no cinema e na TV e até mesmo nos desenhos animados como “Batman A Série Animada” que se iniciou em 1992, mostravam o personagem inclusive já em sua versão ruiva, que foi a escolha da produção para seu visual no filme, mas também com um collant cheio de interrogações, como nas HQs, alinhando a flexibilidade quase circense do Jim Carrey a uma interpretação bem exagerada e alucinada.

Eu gosto muito dessa personificação e sua origem contada como um inventor que trabalha nas industrias Wayne e tem uma paixão e admiração profissional pela persona do Bruce Wayne; foram ótimos fundamentos pra época e material rico para se compor uma pessoa que só quer atenção e se espelha em uma das maiores personalidades de Gotham City, além de ser o homem mais rico, prato cheio para Jim Carrey deitar e rolar, ate sua negação de um invento que ele criara seguindo sua obsessão pelo conhecimento, que era um invento que sugava Energia Neural das pessoas e criando imagens em 3D e interação pela internet com outras mídias no conforto de nossas casas, o que hoje é super natural, soando até banal, mas pra época era uma evolução tecnológica assim como foram os aparatos tecnológicos que víamos em filmes como “De Volta Para o Futuro”.

Charada e Duas Caras em Batman Eternamente (1995) de Joel Schumacher, interpretados por Jim Carrey e Tommy Lee Jones

Hoje muitos daqueles inventos existem, não tão exagerados como os apresentados nesses filmes, mas somos muito mais manipulados pelas redes sociais e programas interativos na TV, além do acesso a contas bancárias que hoje hackers podem ter acesso as nossas informações apenas por estarmos conectados a internet.

Os inventos de Edward Nygma no filme eram um alarde a tudo que estava por vir e Bruce Wayne sabiamente deduziu que isso causaria muita polêmica. Por todos esses fatos, além da maneira como introduziram o Robin na história e a psicóloga feita pela estonteante e sempre maravilhosa Nicole Kidman, como a Dra. Chase Meridian, o filme se vale e muito, em levantar diversas questões pertinentes, além de cenas de ação e lutas bem divertidas e bem feitas, que até hoje deram muita agilidade e diversão ao universo do Batman.

Jim Carrey foi perfeito em unir o frenesi de Gorshin com a carga dramática de um homem solitário carente por atenção, acho que o que destoa de tudo é a exacerbação de Tommy Lee Jones em uma terrível concepção de um Duas Caras que deveria ser o contra ponto com o Charada frenético de Jim Carrey. Não sabemos se por escolha dele ou do diretor, Joel Schumacher, mas enfraqueceu muito o personagem. Se não fossem essas coisas que destoam um pouco do resto e os polêmicos mamilos nos uniformes (eu achei sexy hehe), o filme não teria sido apenas uma das maiores bilheterias de 1995, mas um dos melhores filmes de super heróis até aquela época.

Ele abriu caminho pra muitas outras produções do gênero. Eu acho que perderam mesmo o rumo na terrível sequencia infantil com George Clooney assumindo o cruzado encapuzado, e acho que depois dessa bomba e das novas visões do Batman no cinema, com as versões de Christopher Nolan, muitos nerds colocaram os dois filmes em um único balaio, e criticarem Batman Eternamente como se fosse tão ruim quanto a sequencia vergonhosa de Batman & Robin, que gerou repulsa a tudo que Schumacher havia feito, não levando em consideração ótimas produções dele como o cult “Garotos Perdidos”. Não era assim antes de 2005, os tempos eram outros, a realidade era outra, mas isso já é uma outra história.

7) Você está acostumado a vencer Concursos de Cosplay; venceu por seis anos consecutivos o concurso da CCXP (2014, 2015, 2016, 2017, 2018 e 2019), Anime Guarulhos (2 anos consecutivos), Festival de Quadrinhos (2 anos consecutivos), Ressaca Friends, entre outros. O que você acredita ter sido fundamental para conquistar tantos prêmios?

Cosplay Máskara (Will Nygma)

R: Na verdade eu ganhei a CCXP 7 vezes em 6 anos consecutivos, no primeiro ano, venci também a eliminatória na quinta, que me levou para a final no domingo (que na minha humilde opinião, deveria voltar a ser assim, para que os ganhadores presenciais tenham a chance de concorrer ao carro também e aos prêmios maiores e não apenas os escolhidos pela popularidade na internet).

Ganhei cada ano com um personagem diferente, sendo eles, na sequencia: Charada, Coringa, Ace Ventura, Lumiere, Freddie Mercury e O Máskara.


Quanto ao fato de conquistar esses e outros prêmios, em um primeiro momento é a boa vontade de fazer, divertir as pessoas e fazer as apresentações com alegria, mas claro que tem todo o trabalho de ator, saber se portar em cima de um palco, saber entrar e sair de cena e todo o estudo de personagem ajuda e muito na conquista dos prêmios.

O importante mesmo é a diversão, acreditar no que esta fazendo, se dedicar, estudar, produzir, se sentir à vontade, muito ensaio, se gravar, se assistir, corrigir os erros, o que julga estar bom e o que não está.

Como já deu pra perceber, sou bem perfeccionista, cada detalhe pra mim é essencial, mais que o figurino, é a alma que está por baixo de toda roupa, maquiagem e o que mais compor o cosplay, não adianta estar com um figurino enorme, bonito e complexo se não tiver uma alma revigorante por baixo, temos de ser bem criteriosos, são escolhas, tanto minhas ao apresentar o personagem em um concurso, mas também depende da escolha do juri, não depende apenas da gente, sempre entro pra fazer direito, se for pra fazer de qualquer jeito prefiro nem entrar, eu já deixei de ganhar algumas vezes e está tudo bem, acho que o principal é nunca achar que você é melhor que todo mundo.

Não existem perdedores nessa. Cada um no seu quadrado. O principal é se divertir, isso que importa, e essa naturalidade e felicidade que a gente emana quando estamos em cima de um palco, já é meio caminho andado, o resto é com o público gostar e dos jurados te darem boas notas

8) Além dos concursos, você atua como Cosplay em outras atividades? Qual é a importância do Universo Cosplay em sua vida profissional?

R: Sim, atuo, mas meus serviços vão além de meu trabalho como cosplay, pois atuo em peças de teatro e filmes; estou atualmente na pré-produção de 3 espetáculos, além de trabalhar como cantor e performer, onde faço desde shows grandes e intimistas com o melhor do pop, rock, indie, MPB, trilhas sonoras até performances devidamente caracterizado como ícones como Freddie Mercury, David Bowie, Lulu Santos, Cazuza, Renato Russo, Mick Jagger, Jim Morrisson, Morrissey, Ney Matogrosso, Sidney Magal, Roberto Carlos e tantos outros.

Já como cosplay animo festas e eventos, além de produzir interações e performances com diversos personagens como os de A Bela e a Fera, assim como o grupo Maníacos de Arkham. Então como pode ver, o universo cosplay tem uma importância tremenda na minha vida profissional e vice versa, pois um se alinha ao outro.

9) Por fim, se eu quero contratar os serviços de Will Nygma, quais são as maneiras para entrar em contato?

R: É muito simples, em meu site e Instagram tem meus contatos para um show, performance, uma peça, um filme ou ate mesmo desenvolver a parte artística de um evento.

Contatos: (11) 96150-1125

Site: www.willnygma.wix.com/willnygma
http://instagram.com/willnygma


Grupo performático de personagens do Batman:
http://instagram.com/maniacosdearkham
www.facebook.com/maniacosdearkham

3 Comments

  1. Solange disse:

    Profissionalismo e dedicação total, muito legal essa entrevista, sábias palavras.

  2. Eduardo disse:

    Sábias palavras, tudo muito bem pontuado.

  3. João disse:

    Nossa, quanta informação nessa entrevista, chocado com tanta coisa.
    Parabens

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