Entrevista Pedroom Lanne, Autor da Saga “Adução e Abdução, o Épico Alienígena”

Por Fernando Fontana

Pedroom Lanne, (pseudônimo de Pedro Luiz) é autor de vários livros de ficção científica envolvendo alienígenas e abdução, o que leva o leitor desavisado a acreditar que o escritor é um ferrenho defensor da ideia de que o planeta Terra tem recebido visitas frequentes de seres de outros planetas. Ledo engano! Em entrevista concedida para o “Super Ninguém”, Lanne é taxativo, “alienígenas são uma certeza matemática, mas não há qualquer evidência concreta de que tenham visitado o nosso planeta”.

Confira a seguir o que o autor pensa sobre ufologia, programas que falam sobre o tema, Roswell, e, é claro, do que se tratam os livros de sua Saga “Adução e Abdução, o Épico Alienígena”

1) Pedroom Lanne, não é exatamente um nome comum, qual a origem dele?

R: Oi, primeiro gostaria de agradecer a oportunidade de responder esta entrevista para seu site, fico feliz com o prestígio ao meu trabalho, muito obrigado mesmo. Quanto ao meu nome, trata-se de um nickname que eu utilizava – e ainda utilizo – nos videogames. Sua origem é o jogo Doom. Como meu nome é Pedro, Pedro + Doom = Pedroom, deu pra entender? Quanto ao Lanne, foi algo que me veio a cabeça para criar um pseudônimo composto derivado do meu nome, que também é composto: Pedro Luiz. Assim, Lanne toma o lugar de Luiz.

2) É bastante óbvia a resposta para essa pergunta, mas preciso perguntar: em sua opinião, existe vida extraterrestre? Eles já fizeram contato conosco?

R: Pra mim, a existência de vida extraterrestre inteligente é uma certeza matemática. Porém, isto não significa que existem alienígenas na Terra em contato ou em vigília ao nosso mundo como muitos afirmam, pois simplesmente não há nenhuma prova material disso – e quem alega que há, muito provavelmente está mentindo. Se eles já fizeram contato conosco? Creio que seja apenas uma possibilidade que vem das teorias dos Astronautas Antigos, uma temática muito explorada comercialmente hoje em dia através do canal History Channel e o programa Alienígenas do Passado. Mas, mais uma vez, isso é apenas teoria. Não há qualquer evidência que esse tipo de contato tenha realmente acontecido. De minha parte, só acreditarei nisso quando houver uma prova empírica, algo que possa visitar em um museu como fazemos com fósseis de dinossauros ou se algum dia eu ver um óvni com meus próprios olhos. Até lá, essa será apenas uma boa temática para refletirmos sobre os mistérios do universo, da nossa evolução e para preencher histórias de ficção-científica como eu faço.

3) Recentemente, houve bastante rebuliço na internet referente a possível queda de um disco voador em Magé (RJ); Além disso, aqui mesmo no Brasil, temos também o famoso caso do ET de Varginha. Nos Estados Unidos, Roswell; você acredita que existem naves, pedaços de naves ou corpos de alienígenas em poder de agências governamentais? E, se isso ocorre, por que eles insistem em não revelar que não somos os únicos no universo?

R: Eles insistem em não revelar nada pois não há nada para revelar, é simples assim. Eu tenho o depoimento de uma pessoa que me confidenciou ter sido paga para criar falsos relatos sobre o etê de Varginha. Essas histórias são todas fabricadas para vender livros e revistas, pois quem vive disso não pode esperar algo acontecer para publicar a próximo edição da revista. Roswell, onde fica a famosa Área 51, que é um tema que eu exploro em minhas obras a título de ficção, todos já sabem se tratar de uma base de desenvolvimento tecnológico da Força Aérea norte-americana. A história sobre óvni que caiu ali é só para vender revistas e dar audiência a programas do gênero ou, talvez, para distrair a opinião pública do que realmente acontece ali, ou seja, a fabricação de material bélico como caças, bombardeios e drones militares.
Responda a si mesmo: você acha mesmo que uma nave capaz de cruzar o universo simplesmente “cai” na Terra?
Se existem óvnis, pode ter certeza, eles não caem.

Não obstante, as teorias que desenvolvi em meu livro se encaixam em muitas dessas crenças, seria uma explicação plausível para esses avistamentos que muitos alegam ou para a presença de tantas espécies alienígenas em contato ou vigília à Terra. Mas, convenhamos, é tudo ficção.

4) De onde veio o interesse pelo tema sobre alienígenas e abdução? Você é um ufólogo ou tem contato com ufólogos?

Eu sempre fui um entusiasta da Astronomia e dos mistérios do universo, cheguei até fazer um curso extracurricular em Astronomia de um ano na época do colégio, sempre gostei de filmes sobre etês e temáticas do gênero, mas nunca levei isso a sério, nunca fui ou me interessei em tentar estudar isso, em ser ufólogo. Eu já tive contato com ufólogos, mas hoje eles desprezam meu trabalho pois eu não comungo da crença e do charlatanismo que muitos propagam apenas para vender seus livros/revistas, engajar pessoas em excursões para observar óvnis, congressos ou qualquer coisa que lhes dê um dinheirinho. Esse desprezo cresceu ainda mais depois que eu retratei um personagem ufólogo em meu livro como um gay porra loca. Os ufólogos não gostam de quem escreve ficção do gênero, pois acham que o assunto deva ser tratado como algo real, sendo que não existe nada mais irreal do que a Ufologia. A Ufologia é a ciência do nada, pois não tem objeto para estudar. Aliás, nem é ciência, não a toa é classificada como pseudociência, pois simplesmente não obedece ao método científico. Quer um exemplo? Muitos ufólogos utilizam a hipnose como “método” para validar testemunhos de pseudocontatos entre homens e alienígenas ou avistamento de óvnis. Mas, pergunte a eles por que não utilizam um detector de mentiras?

Por outro lado, eu creio que já existe matéria suficiente para a Ufologia tornar-se um campo científico que agregaria pesquisas de outros campos e iniciativas mais sérias, como a do instituto SETI que busca sinais alienígenas no espaço por exemplo, ou relacionado-se com o incipiente ramo da Astrobiologia. A própria teoria dos Astronautas Antigos poderia ser um objeto desse campo que prestaria uma análise mitológica mais enraizada na ciência sobre textos bíblicos e achados arqueológicos. Porém, para isso é preciso seguir e respeitar o método científico, o que implica em não afirmar que tais TEORIAS provam alguma coisa sem que haja, de fato, uma evidência empírica e irrefutável disso. Não se pode afirmar que existem óvnis ou etês em contato com a Terra sem antes descartar qualquer explicação plausível ou na lacuna de evidências que provem isso como fazem quase todos os ufólogos ou estudiosos do ramo. Por isso que eles são ridicularizados pela casta científica, pois não respeitam o método científico.

5) Esse tema tem ganhado bastante espaço na mídia, no “History Channel”, por exemplo, temos diversos programas como “Alienígenas do Passado”, “Arquivos Extraterrestres”, entre outros. Giorgio A. Tsoukalos ficou bastante conhecido por seus programas, suas teorias e seu cabelo. O que você acha destes programas e da forma como eles tratam o assunto?

R: Os programas são interessantes, eu já assisti a muitos deles. Sem dúvida, ajudaram a inspirar as histórias que escrevo. O problema é que muitos expectadores não entendem que esses programas veiculam seu conteúdo como uma hipótese. Eles sempre expõem sua temática como uma questão, entretanto, muitos a absorvem como se fosse uma afirmação.
A primeira, no máximo a segunda ou terceira temporada de “Os Alienígenas do Passado” foram realmente muito boas e se baseiam na teoria dos Astronautas Antigos que citei anteriormente. Mas, a partir daí, o programa, uma vez que ganha boa audiência, torna-se apelativo e passa associar tudo aos extraterrestres. Até caras como Albert Eisntein foram influenciados por alienígenas segundo esses programas – uma bobagem. O engraçado desses programas é que, por exemplo, eles afirmam que as pirâmides do Egito têm origem extraterrestre ou foram construídas com tecnologia alienígena, porém, assim que acaba o programa, começa outro sobre Arqueologia em que o arqueólogo apresentador descreve como e porque o povo egípcio as construíram etc. E se você afirmar para esse arqueólogo que as pirâmides foram construídas por alienígenas – como eu já vi em um desses programas – ele fica absolutamente indignado. E aí?
Em quem acreditar? No arqueólogo, que segue o método científico, ou no ufólogo representante de uma pseudociência?

6) Até o momento, são quatro livros da série “Abdução”, certo? Conte-nos um pouco sobre a trama que percorre estes livros.

Na verdade, a saga Abdução tem três livros impressos os quais compõem quatro ebooks. Eu acabo de lançar o terceiro e o quarto ebook da série, os quais sairão impressos até o fim deste ano se tudo der certo, já que este vem sendo um ano atípico, pra dizer o mínimo. O primeiro livro impresso corresponde aos dois primeiros ebooks. A trama desse livro, na verdade, começa no livro anterior, Adução – O Dossiê Alienígena, este que, por sua vez, corresponde a três ebooks. Em Adução (é assim mesmo que escreve) eu desenvolvo uma trama de uma família terráquea (um casal e dois filhos) que sofre um acidente no Triângulo das Bermudas e vai parar em um universo a aproximadamente 350 mil anos no futuro. Um universo habitado por alienígenas. A história descreve o drama dessa família para se adaptar nesse novo mundo enquanto eu descrevo esse universo alienígena e a evolução nesse período de 350 mil anos.

Em Abdução, essa família, no caso, os filhos do casal já estão adaptados, pois foram transmutados alienígenas, aí eles passam a viver nesse novo mundo. Em paralelo, uma dupla de alienígenas faz o caminho inverso, eles viajam desse futuro longínquo para o passado de onde essa família se originou. Assim, são duas histórias paralelas que, a princípio, não parecem se relacionar. Mas enquanto eu narro a vida da dupla de irmãos no futuro e as enrascadas desses alienígenas que vieram ao passado, começa a se revelar a relação entre esses dois universos separados pelo tempo.

Pra resumir, Adução é um livro mais utópico, em que descrevo esse universo futurista. Abdução é mais distópico, eu desconstruo parte dessa utopia e narro um processo de abdução que a presença desses alienígenas na Terra implica. Essas duas séries compõem uma saga maior a qual intitulo: Adução & Abdução: o Épico Alienígena.

7) Segundo o que conversamos anteriormente, além de alienígenas, suas obras contam com robôs e com uma nova forma de compreendê-los. Você mencionou um “manifesto da robótica” que expande as três leis da robótica de Asimov, que seriam, ao seu ver, arcaicas e preconceituosas. Fale mais sobre os robôs em seu universo e sobre o manifesto.

R: Embora a narrativa que eu desenvolvo aborde personagens alienígenas e humanos, o universo que eu desenvolvi é absolutamente recheado e controlado por robôs. Em ambas as histórias da saga, Adução & Abdução, os robôs possuem uma importante participação, mas se tratam de personagens ou coadjuvantes, ou figurantes apenas. O detalhe que esses robôs são apenas virtuais, eles habitam a consciência cósmica, que seria uma espécie de super-Internet que trafega pelo cosmo solar por completo. A diferença em relação a Asimov, talvez, seja que a minha concepção dos robôs esteja mais ligada ao processo evolucionário onde a inteligência robótica é o próximo passo da evolução humana. No meu universo, eles dominam tudo, especialmente a ciência, o conhecimento é esfera política. Mas possuem uma convivência harmônica com os alienígenas de origem animal (que seriam como homens). Porém, embora o momento em que se passa a história essa convivência entre alienígenas e robôs seja pacífica, há muitos conflitos nessa relação e a história desse universo conta com um episódio de uma guerra entre eles (narrado no livro/ebook Adução – Parte III: A Guerra da Inteligência Artificial). Nessa guerra – e aqui vai um pequeno spoiler –, os robôs são subjugados pelos alienígenas, mas os alienígenas não conseguem viver sem os robôs, por isso criam protocolos e tecnologias para controlá-los. Em contrapartida, os robôs também se manifestam no âmbito político para que não se tornem apenas ferramentas dos alienígenas. É daí que surge o Manifesto da Robótica, o qual, inclusive, cita as três leis de Asimov (com o devido crédito), mas as expande para tornar lei, com caráter de carta magna, uma convivência mais igualitária entre “homem e máquina”. É por isso que mencionei as leis de Asimov como “preconceituosas”, pois pressupõem que a máquina se mantenha subserviente ao homem.

Nos meus livros, apesar de os robôs possuírem um papel mais coadjuvante, eles fazem uma alusão aos deuses. Como disse antes, minha história tem bastante inspiração na questão do “eram os deuses alienígenas?”, da teoria dos Astronautas Antigos. Pressupondo que esses alienígenas da minha história são os deuses que imaginamos, os robôs são os deuses deles. São os deuses dos deuses.

O Autor Pedroom Lanne

8) Existem obras tanto na literatura quanto no cinema que influenciaram o seu trabalho? Você poderia indicar livros (além dos seus, é claro) e/ou filmes para quem se interessa sobre alienígenas, objetos voadores não identificados, abduções, etc?

Em termos de inspiração e referências, filmes e documentários são os que mais me influenciaram para escrita dessa saga. De fato, eu li poucos livros de ficção-científica antes de começar a escrever essa saga (hoje eu leio mais), geralmente os clássicos, tais como Julio Verne, HP Lovecraft e HG Wells. Agora, eu tenho uma lista enorme de referências entre filmes, documentários, livros, videogames e programas diversos os quais fazem parte da bibliografia da obra. Muitas influências são de estudos científicos dentro da minha área, a Comunicação, e se você ler meus livros perceberá isso, pois os alienígenas e o universo que desenvolvo são muito baseados na comunicação, inclusive por ter desenvolvido inteligências artificiais que habitam a “cosmonet”, conforme nomeei, é fruto disso.

Eu recomendo o meu weblog profissional, onde você encontrará as referências completas do meu primeiro livro Adução, o Dossiê Alienígena, no endereço: http://www.pedroom.com.br/portal/weblog/. Quanto aos livros da série Abdução, as referências constam na fanpage do livro Abdução, Relatório da Terceira Órbita, em www.facebook.com/abducao.livro. As referências dos dois últimos livros eu não publiquei ainda, mas serão publicadas na fanpage oficial, em www.facebook.com/abducao.livro2. Há também um manual em que sumarizo o universo que desenvolvi para essa saga, o Manual de Sobrevivência do Professor Ipsilon em PDF para download gratuito, o link pode ser encontrado em meu site pessoal: www.pedroom.com.br, mas este não conta com as referências completas como nos demais sites, porém, trata-se de uma edição recém-atualizada.

9) Há planos para uma continuação da saga “Abdução” ou para outros livros?

R: Sim. A saga ainda não acabou. Para completar a saga, ainda falta pelo menos mais um episódio, o qual iniciei a escrita faz poucos dias. Eu ainda planejo escrever um spin-off contando a história de determinado personagem que aparece na saga Abdução, o qual já possui uma história longa quando citado, mas que ainda está incompleta e dá para compor um livro a parte para contar o que ficou de fora.

Além disso, eu tenho algumas ideias para criar uma história em que os tais robôs, que foram coadjuvantes até aqui, serão os protagonistas. Seria uma nova história dentro do mesmo universo, mas ausente dos personagens que a protagonizaram até aqui.

10) Onde o leitor pode encontrar e adquirir seus livros?

A página web que possui os links para compra e venda e centraliza todas as informações sobre a saga Adução & Abdução: o Épico Alienígena fica no meu site pessoal, no endereço:

www.pedroom.com.br/aducao.htm

Lá você encontra os links para os livros impressos e os ebooks, além de sinopses, booktrailers e tudo mais. No canto inferior da página também há os links para as minhas mídias sociais. No Facebook, os interessados também encontrarão as fanpages dos livros e a minha de autor. Basta googlar por Pedroom Lanne ou pelo título da obra.

Book Trailer do Livro Adução


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *