Entrevista: Carlos J. Sensei, autor de “A Aliança Estelar”

Carlos J. Sensei é o autor de uma saga que começou a ganhar forma ainda na década de 80, mas começou a ser escrita em 2006, foi concluída em 2010 e finalmente lançada com o título de “A Aliança Estelar”, o primeiro livro de uma futura trilogia, onde um planeta pacífico e com tecnologia avançada é obrigado a se reinventar para sobreviver ao ataque de um mundo bélico.

Na entrevista a seguir conversamos sobre sua obra e suas influências, que vão dos autores franceses de ficção científica Maurice Vautier e Jimmy Guieu, até Isaac Asimov e Star Wars.

Super Ninguém: Carlos, obrigado por nos conceder essa entrevista, é sempre um prazer conversar com autores de ficção científica. Segundo a breve biografia que você nos passou, seu primeiro contato com a literatura de ficção científica foi “O planeta Kalgar”, de Maurice Vautier. Eu tenho que reconhecer aqui, nunca tinha ouvido falar, você se lembra o que mais lhe chamou a atenção ao ler o livro na época? 

Carlos Sensei: Olá, pessoal. Eu é que fico muito grato pela oportunidade. É sempre bom falar de ficção científica. Quanto ao primeiro livro, como sempre fui muito fã de séries de tv como Perdidos no Espaço, Túnel do tempo, Terra de gigantes (os jovens não sabem do que estou falando rsrs), acho que o que mais me chamou a atenção foi criar na minha mente, graças à narrativa simples do autor, todo aquele ambiente que eu já admirava nos filmes. E aí não parei mais.

Super Ninguém: Você tinha 11 anos quando leu seu primeiro livro de FC, desde então leu aproximadamente 300 outros livros do gênero. Quais são seus autores favoritos, e quais influenciam mais a sua forma de escrever? 

Carlos Sensei: Nossa… Que pergunta difícil, hein? Mas vamos lá. Na minha adolescência, conheci os livros de um outro autor chamado Jimmy Guieu, também premiado pela academia francesa de ficção científica. Acho que li todos os livros dele, na época, lançados pela Edições de ouro. Mas não posso esquecer, é claro, Isaac Asimov, do qual muitos livros também estão na minha estante. De lá pra cá, me tornei fã de P. C. Cast e Brandon Sanderson.

Capa do Livro “A Aliança Estelar”

Super Ninguém: Em 1978 você assistiu Guerra nas Estrelas no cinema, o que obviamente causou impacto (como em tantos outros nerds espalhados pela galáxia), porque foi logo depois que começou a pensar em escrever sua primeira história. Apesar disso, você só começou a escreve-la em 2006, quase 30 anos depois; qual a razão para essa demora? 

Carlos Sensei: A princípio, minha ideia era escrever uma história em quadrinhos, pois também adorava desenhar, mas queria compartilhar com as outras pessoas. Com o passar do tempo, e com a leitura ganhando cada vez mais espaço, a ideia do livro ficou mais forte. Comecei a escrever em 1984 (acho), mas, devido a várias situações complicadas na vida, acabei interrompendo e deixando na gaveta. Em 2006 retomei o livro determinado a termina-lo, mas ainda demorou cerca de dois anos. Após terminado, veio a dificuldade de publicar como livro físico. E A Aliança Estelar voltou para a gaveta. A cerca de três anos, surgiu então a ideia do e-book, e a Amazon facilitou bastante. Enfim, demorou, mas ficou como eu queria.

Super Ninguém: Essa história que você começou a escrever em 2006 era “A Aliança Estelar”, certo? Era parecida com a história que você imaginava meses depois de assistir Star Wars em 1978, ou muito diferente? Uma vez que começou a escrever, quanto tempo demorou para termina-la? 

Carlos Sensei: Em 2006, a história tomou a forma que tem hoje, mas o início foi na década de 80. Acabou ficando muito mais interessante do que eu imaginava. Se deixarmos de lado o tempo que ficou guardada, levou bem uns quatro anos para termina-la.

Super Ninguém: Ok, segundo a sinopse do livro, temos uma raça avançada e beligerante, os Krenianos, disposta a conquistar um povo pacífico, os Pazamitas. Na saga Star Wars, os humanos estão espalhados por toda a galáxia. Há humanos em seu livro? Qual o papel deles? 

Carlos Sensei: Na história aparecem dois povos fisicamente idênticos aos terrestres. Os Pazamitas, em um estágio evolucionário que eu chamaria de superior, devido as suas capacidades mentais e tecnológicas e os Aurianos, em um estágio semelhante à nossa era medieval. Os Aurianos, obviamente, não tiveram como resistir e foram escravizados pelo império bélico Kreniano.

Super Ninguém: Há um protagonista ou protagonistas? Você poderia falar um pouco sobre eles? 

Carlos Sensei: O personagem principal é um jovem, Kay, acidentalmente levado a tomar parte nesse conflito. Com muita astúcia e uma pequena dose de sorte, ele tem a missão de tentar salvar a civilização Pazamita de seu destino sombrio. Junto com ele estão Shanorak (o Hankariano), Warkoth (o Hillax), Naila e Lix (Pazamitas), Hogan e Harai (Krenianos rebeldes). São várias as espécies apresentadas no livro.

Super Ninguém: Parece um confronto nada favorável para os Pazamitas, já que são um povo pacífico enfrentando um povo guerreiro. Existe um filme de 1980, dirigido por Roger Corman, chamado de Mercenários das Galáxias, onde um planeta de fazendeiros pacíficos recruta mercenários para enfrentar um invasor. O filme é bem ruim, e recicla uma premissa de outros filmes que a executaram melhor. Você assistiu? Os Pazamitas também usam mercenários ou encontram outra solução para lidar com os Krenianos? 

Carlos Sensei: Como eu assistia a tudo que aparecia, devo ter visto sim, mas não me lembro (deve ter sido ruim mesmo rsrs).

Os Pazamitas até chegam a pensar nisso, mas quem ousaria enfrentar o poderoso Império Kreniano? Aí entramos na grande temática: Quando o ambiente se torna hostil, as formas de vida precisam se adaptar a atual realidade, caso contrário, serão extintas. No caso dos Pazamitas, a extinção de sua cultura, história, filosofia.

Super Ninguém: Será um livro único ou se trata apenas da primeira parte de uma saga maior? 

Carlos Sensei: Será uma trilogia, e as ideias para os outros livros já estão sendo devidamente anotadas. Logo em seguida uma segunda trilogia ambientada cerca de cem anos depois.

Super Ninguém: Bacana, e você está apenas com as ideias anotadas ou já começou a escrever a continuação?

Carlos Sensei: Ainda não comecei a continuação pois estou trabalhando forte em dois outros projetos literários. Uma história de fantasia medieval e uma de terror contemporâneo. Isso além dos sistemas de RPG, mas aí é um outro assunto (rsrs).

Super Ninguém: E para quem estiver disposto a adquirir “A Aliança Estelar”, onde deve procurar? 

Carlos Sensei: Basta procurar na Amazon (amazon.com.br) e para mais informações temos a página no FacebooK com o mesmo nome do livro e nosso email:

livroaliancaestelar@gmail.com

Vai ser um prazer conversar com vocês.

Grande abraço a todos!

Para quem se interessar em adquirir o e-book, basta clicar no link abaixo, que será direcionado para o site da Amazon:

2 Comments

  1. Roj Ventura disse:

    Ei, Carlos! Aproveite a flexibilidade do OPERA RPG para fazer o RPG de A Aliança Estelar.

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