Estante da Viih: A Rainha Vermelha

Uma sociedade dividida pelo sangue

Por Virgínia Sampaio Balduco

A obra gira em torno de uma sociedade distópica que utiliza o sistema monárquico. Os reis e os nobres da linhagem prata, cor do sangue que os define socialmente e que também os caracteriza como seres especiais. Os prateados são comumente conhecidos como descendentes dos deuses, afinal, de acordo com sua linhagem (cada grande família possui um dom especial) eles podem manipular o fogo, a água, o ar, as plantas, o ferro ou inúmeros outros elementos.

Eles são fortes, poderosos e temidos pelos que não possuem poderes, que no caso são os de sangue vermelho. Grande parte da população é composta por sangue vermelho, pobres que vivem, direta ou indiretamente, a serviço dos caprichos dos prateados.

E o problema é que eles não podem reclamar da vida que levam pois sabem que nunca ganhariam uma luta contra um prateado, ou melhor, isso é o que todos pensam até a aparição de Mare Barrow, uma jovem de sangue vermelho com poderes dignos de um prateado.

Ela é uma jovem ladra que rouba para cuidar da família, uma sangue vermelho que não possui grandes esperanças para o futuro, uma serva que ao ir trabalhar no palácio real acaba descobrindo a possibilidade de ser alguém diferente, uma raridade, uma ameaça à nobreza, e até mesmo, um símbolo de rebelião.

Já deu para perceber o clima central da história, não é mesmo? Mare é diferente e isso vai assustar muita gente, principalmente a nobreza. Exatamente por isso, por ser temida, a jovem embarca em uma aventura cheia de intrigas, manipulações, aventuras e romances.

É claro que eu amei tudo isso!

O livro assemelha-se a inúmeras outras histórias – A Seleção, Jogos Vorazes e o seriado Reign são algumas das que são referência. A autora conseguiu criar um universo envolvente tanto politicamente quanto romanticamente, eu poderia ficar falando dessa história por muitos outros parágrafos, mas nada de spoiler.

Então vou falar de uma das primeiras coisas que me encantou nesse livro, que é essa capa simplesmente maravilhosa. Eu amei a forma como representam as cores do livro, em vermelho e prateado, dando até um toque metalizado do prata, e como isso se relaciona com a história.

Amei também a referência ao nome do livro feito no meio da história, porque isso não é uma cosia que todos autores fazem. A leitura é fluída, os capítulos não são muito longos e você consegue mergulhar na história com facilidade, tanto que eu não desgrudei do livro até termina-lo.

Ao longo dele, fiquei com raiva, planejei algumas mortes, chorei e eu própria me tornei um conflito de emoções, e ainda estou em choque com aquele final.

Sério, eu não esperava aquele final em hipótese alguma.

A Rainha Vermelha é o primeiro volume da saga Red Queen, além dos cinco volumes, a autora promete alguns contos para a mesma.

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Virgínia é uma sonhadora, louca por livros, séries e filmes, e provavelmente começaria uma revolução ao lado dos de sangue vermelho. Para mais textos e dicas de séries, é só curtir a sua página no Facebook:

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