Cosplay Stan Lee

Cosplayer: Daniel Maatouk

Ficha Técnica:

Quanto custou o Cosplay: Cerca de 500 a 700 reais.

Quanto tempo demorou para fazer: A primeira vez levei 4h30, pois estava pedindo ajuda a uma amiga minha, devido ao meu daltonismo, e que entendia bem mais sobre o uso de cores na maquiagem. Hoje em dia, levo 40 minutos a 1 hora para virar esta lenda.

O que mais deu trabalho para fazer: O cabelo. Como eu tenho um corte liso, é mais fácil de criar tufos ou “espetar” em volta das pontas. Por isso, uso bastante gel e produtos para endurecer, além de pintar (quase) toda parte capilar de branco com um tipo de gel específico. As linhas de expressão é mais por conta de meu daltonismo, chamado de Discromatopsia (redução de capacidade de diferenciar certas cores, dependendo da claridade de luz).

Dicas para quem quiser fazer o Cosplay: Sempre busque inspiração e criatividade. Comece observando as suas participações em festivais, eventos, filmes, documentários, séries, e muito mais. Leia bastante sobre sua história, porque isso também dará mais vida ao personagem. Veja bastante imagens, pois na vida real, Stan Lee possuía muitas roupas, e você vê o que for mais agradar, dentro de sua personalidade, para melhor conforto e segurança, testando todas as possibilidades de criação, sendo figurinos comuns ou que foram usados nos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel. Pergunte para alguém da área que entenda sobre tecidos ou materiais, podendo usar o que tiver em sua casa ou comprar para criar a sua roupa e maquiagem. Estude a forma de andar, falar, usar as suas clássicas poses e preparar quando estiver encarnando. A maquiagem você pode escolher, seja com lápis, pincel e até látex. E o mais importante: Ser feliz, deixar a sua imaginação fluir, o que te fazer bem. Conforme aprende a mexer com determinados materiais, você evolui cada vez mais, seja na área cosplay, quanto encarnar ao personagem.

Contatos e Redes Sociais:

Instagram: @danleemaatouk

Youtube: https://www.youtube.com/c/CanalMaatouks

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Super Ninguém: Você se lembra onde estava e o que estava fazendo quando soube que Stan Lee havia morrido?

Daniel: Eu me lembro perfeitamente. Fui ao shopping, no dia 12 de Novembro, e tinha ido ao cinema, pois estava tendo um festival de filmes nacionais por preços excelentes. Acabei escolhendo um filme de comédia. E eu tinha adorado, ri bastante. Após sair da sessão, fui ligar a minha internet, pois não gosto de ser interrompido durante o filme. Quando fui checar as redes sociais e os sites de notícias, me deparei com a noticia de seu falecimento. No primeiro momento, achei que era “fake news”, mas após conversar com amigos e confirmar em outras fontes, eu simplesmente fiquei muito mal. Não queria acreditar. Sempre assisti suas participações ou vídeos motivacionais, e estava lendo algumas histórias e curiosidades, quando ele partiu aos 95 anos. Lembro que na CCXP 2018 o clima estava muito pra baixo. Eu mesmo, por mais que eu tenha curtido, não me animei tanto. Parecia um sonho, sem querer acreditar. A ficha só caiu bem depois.

Super Ninguém: O quanto os super-heróis criados por Stan fizeram parte de sua vida? Qual de suas criações é a sua preferida?

Daniel: Desde a minha infância, até os dias de hoje! Eu assistia muito desenho animado, como por exemplo, no SBT, “X-Men: Evolution” e na Fox Kids, “O Homem-Aranha”. Na parte de videogames não foi diferente, joguei muito no fliperama diversos jogos, como por exemplo “X-Men Vs Street Fighter”, “Marvel Super Heroes”, e claro, a franquia “Marvel Vs Capcom”.

Foram as principais mídias que consumi para conhecer melhor esses heróis e até mesmo o próprio criador. Eu amava brincar de ser um herói, adorava me sentir forte e poderoso, fingindo ter todas as habilidades. Sempre que saía do cinema, após o término de um filme, por exemplo, se uma cena me marcava, seja pela ação ou sua trilha sonora, acabava imitando as reações e imaginando como se eu estivesse dentro do papel. Confesso que ainda faço isso às vezes (risos). E tenho orgulho em dizer o quanto esses heróis me deixaram uma marca, na hora de me imaginar dentro do personagem ou uma situação que passa de sua vida, seja ela pessoal, íntima ou familiar. Frases de impacto, lições de vida, morais, levo tudo isso comigo e sempre que possível, incentivo com tais palavras. E a palavra, tem poder.

De todas as criações de Stan Lee, facilmente tenho o meu “Top 10”. Entre os heróis que colocaria na lista, estariam Hulk, Homem de Ferro, Wolverine, Magneto, dentre outros. Mas com certeza, a minha criação favorita é o cabeça de teia, o “Espetacular Homem-Aranha”. Sempre que passava os desenho e alguns games com o conteúdo dele me animava bastante. Uma das minhas festas de aniversário foi justamente com a temática dele. Assisti todos os filmes, joguei os games (incluindo o mais recente Spider-Man, de PS4) e coleciono até hoje algumas HQs. O carisma, além de ser diferente de outros heróis, com poderes únicos ou filosofias em suas histórias e seu visual marcante, foram o que me fizeram amar e guardar com carinho. E melhor ainda, sabendo que é a criação favorita de Stan Lee, com toda a razão.

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Super Ninguém: Chadwick Boseman, ator que interpretou o Pantera Negra faleceu, e as homenagens ao redor do mundo foram inúmeras. Stan junto com Kirby criaram o Pantera, assim como os X-Men, e em ambos os casos, a dupla levou a discussão sobre racismo e preconceito para os quadrinhos. Você acredita que, mais do que mera diversão, suas criações tiveram uma influência positiva na formação dos jovens leitores?

Daniel Com certeza! Assim como tantos outros heróis criados, com seus problemas e conflitos. A criação destes personagens fizeram, não apenas abrir mais os olhos para o que vivemos na realidade e passado de geração a geração, como criar um universo, cheio de possibilidades e incentivos para contar novas histórias e abordar esses temas novamente.

Vivemos atualmente uma onda de protestos, pelos direitos iguais como ser humano, lutar contra o preconceito e ódio das pessoas. E com o tempo essa luta só cresceu cada vez mais. As histórias em quadrinhos ajudaram muito a construir diversas personalidades ou de próprio caráter das pessoas, pois quando absorvemos um conteúdo, criamos reflexões e desejamos passar a mensagem que nos trazem.

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Os desenhos animados, filmes, e com certeza a Internet, ajudaram a expandir esta mídia. Para quem não podia consumir determinado conteúdo dos quadrinhos, facilitou muito a vida das pessoas. “X-Men” trouxe muito esta questão, sobre a igualdade e aceitação de uma pessoa, por ter alguma característica diferente.

E dando o exemplo mais recente, o personagem T’Challa, de “Pantera Negra”, não apenas impactou positivamente a história dos filmes de super-herói (sendo um dos mais importantes, senão, o mais importante filme já feito), como mostrou mais da cultura africana, as questões políticas e raciais vividas.

Sem contar da principal característica, que foi reforçar a mensagem que quis passar e serem representados pela comunidade negra, com um personagem tão incrível e marcante. Muitas pessoas, principalmente crianças, admiram muito a força e o impacto levado para o nosso cotidiano. Infelizmente, o ator que vivia o nosso querido “Pantera Negra” (Chadwick Boseman), nos deixou recentemente.

E não apenas eu, como a maioria da pessoas, ficou extremamente abalado e triste. Era como se ele fizesse parte de nossa família, um ente querido. A sua força de vontade, mesmo passando por cirurgias e quimioterapia, era maior, não queria preocupar os fãs de maneira nenhuma. Já gostava muito do personagem bem antes de sua introdução no MCU. Quando vi a primeira imagem, eu fiquei muito animado e amei o resultado. “Pantera Negra” é um dos meus filmes favoritos, me impactou bastante. Porém, o falecimento foi uma surpresa e me afetou emocionalmente. E pelo o que vi nas redes sociais, o impacto desta notícia foi tão forte, não apenas por conta de diversas homenagens, como reforçou ainda mais a luta e a representatividade do povo, sua cultura e raízes. Como ele mesmo diz: “Na minha cultura, a morte não é o fim. Ela é um ponto de partida”. Que descanse em paz, eterno rei de Wakanda. O seu legado, será passado. Nunca iremos lhe esquecer. Fica aqui, a minha homenagem para este grande ator e herói. A saudade e a falta que fará será enorme.

Super Ninguém: Este é o primeiro cosplay em nosso site que é sobre uma pessoa real, e não sobre um personagem; aliás, é sobre uma pessoa real que criou boa parte dos personagens que aparecem nessa coluna. Quando foi que surgiu a ideia de encarnar Stan Lee e como é interpretar uma lenda dos quadrinhos como ele?

Daniel: A ideia veio entre 2015 e 2016, quando estava fazendo faculdade de Teatro. Dentre muitas aulas, uma delas era um curso de maquiagem. O professor tinha pedido para nos maquiarmos de velhinhos. Como gosto de fazer algo diferente ou criativo, acabei me baseando no Stan Lee, principalmente no estilo de cabelo. Obviamente, foi um experimento na época, pois estava aprendendo a mexer com isso. O resultado de hoje, comparado com antigamente, é bem diferente. Mas me diverti demais, saí assim pela faculdade toda, interagindo com as pessoas. Eu não tinha o conhecimento da palavra ou sobre o universo “cosplay”, então deixei de lado, investindo e focando na carreira de dublagem.

No final do primeiro semestre de 2016, me formei como ator e depois com dublagem, atuando até então, em minha última peça teatral: “Hamelin”, de Juan Mayorga. O DRT (carteira de trabalho do ator) só peguei no meio de 2017. Em 2018, tive muitos problemas, pessoais e familiares. O que me derrubou, depois de tantas coisas ruins acontecendo, foi o falecimento de meu avô materno, no dia 12 de Junho, que morava na baixada santista.

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Eu o amava muito, vivíamos fazendo muitas coisas juntos e ele sempre me apoiou em tudo. Comecei a ter uma síndrome de depressão enorme a partir deste momento. As pessoas olharam para mim e viram que eu estava diferente. Aquela pessoa alegre e positiva, por um momento, tinha desaparecido. E o mestre Stan Lee faleceu no dia 12 de Novembro, ou seja, 5 meses depois da partida de meu avô, o que contribuiu mais com a tristeza, devido a tal notícia.

Meses depois, alguns amigos meus começaram a falar sobre o cosplay, foi a partir deste ponto que comecei a conhecer melhor. Mas, apesar de me incentivarem, não acabei levando a sério, dizendo que não estava afim, pois mesmo em eventos como a BGS e CCXP (apesar de curtir), não me divertia da mesma forma, pois ainda estava desanimado. Porém, entre Fevereiro e Março de 2019, eu senti uma energia muito forte, vindo de Stan Lee e principalmente de meu avô.

Foi aí que as coisas começaram a mudar. Me incentivei a sair daquela tristeza, foi um ponto de partida motivacional. Acabei lembrando de conversas anteriores sobre cosplay e abri mais a cabeça para investir nesta área. Sentia falta de estar nos palcos, interpretando personagens. E quando interpretamos um papel, nos tornamos outra pessoa, damos vida. Comecei a pedir ajuda e algumas dicas para quem entendia sobre roupa e itens de maquiagem. Pesquisei ainda mais sobre a sua vida, como andava pelos eventos, além de suas icônicas frases incentivadoras e jeito de falar.

E então, no dia 14 de Abril, após 4h30 testando tudo que fosse possível, eu virei o criador, inaugurando no evento Festival Guia dos Quadrinhos. A recepção foi incrível, a forma que o público me abraçou foi único, com elogios e mais incentivo. Conheci novas pessoas e voltei a ter uma energia incrível, um novo ânimo, saindo de uma síndrome de depressão que estava me afetando.

Aperfeiçoei e melhorei todos os quesitos, seja roupa e maquiagem, com a ajuda de uma amiga minha, para a estreia de “Vingadores: Ultimato”. Mais uma vez, uma belíssima recepção, estava super feliz. O Anime Santos Geek Festival (ASGF) foi o primeiro evento que fui fora de São Paulo, mas no UP! ABC que pude ver um potencial de divulgar o meu trabalho e acrescentar em meu currículo, após entrevistas e ter ganho o meu primeiro troféu no concurso cosplay. Hoje, posso dizer que mudou totalmente a minha vida e rotina. Mesmo quando estou cansado, a energia que sinto pelas pessoas, pelo carinho por Stan Lee, além de vê-las sorrirem e se emocionarem, vale muito a pena trazer pessoalmente nos eventos e interagir com todos, poder escutar o que tem a dizer e abraçar bem forte. Mesmo que eu já tenha feito outros personagens, Stan sempre será o meu xodó e o favorito das pessoas. E me sinto honrado em poder homenagear uma lenda, que vive em nossos corações.

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Super Ninguém: Como é a reação do público nos eventos quando se depara com você? Quero dizer, para a esmagadora maioria dos fãs, Stan Lee ocupa uma parte importante de suas vidas, e eles nunca terão a oportunidade de falar com ele. Apesar de todos obviamente saberem que estão diante de um cosplayer, houve momentos emocionantes?

Daniel: A reação do público é única! Muitos se surpreendem, por eu estar andando igual a um velhinho pelos lugares ou me vendo de longe, parecendo um senhor de idade. Muitos gritam para mim “Stan Lee” ou “Excelsior” (uma palavra que uso bastante, icônica), alguns me abraçam de surpresa ou eu que surpreendo dizendo “meu filho”, seja com os personagens da Marvel ou de outras franquias e editoras. A galera tem um enorme carinho pelo o que ele foi e fez para o universo dos quadrinhos. Alguns já choraram diante a minha presença, por conta de alguma lembrança, seja com uma tatuagem no corpo ou desenho feito. Eu adoro ver a reação do público. Claro que sempre tem aquelas pessoas que fazem coisas por mau gosto, mas levo na brincadeira, sem levar a sério.

Houveram momentos extremamente emocionantes, mas o mais marcante e épico de todos, foi quando cobri o Festival Geek de Santos. Estava trabalhando como convidado e palestrante de um dos painéis do evento, junto com o meu grupo e amigos “Vingadores 013”. No último dia de evento, entrei no camarim com o dublador e meu amigo Wirley Contaifer (que deu voz a Tom Holland, nas participações de Homem-Aranha no MCU, Michelangelo em As Tartarugas Ninja, Ian Lightfoot em Dois Irmãos, e muitos outros), e dentro do camarim, estava o Gabriel, de 9 anos. Ele sofre de uma doença chamada Leucemia, e a convite do dublador, eles iriam dividir o palco, para contar um pouco mais de sua história. Estava super feliz, por admirar tanto o trabalho feito do Wirley ao amigão da vizinhança, além de admirar o Universo Marvel. Ele brincou com a minha manopla e com outros objetos que estavam no camarim. Quando ele veio falar comigo, ele disse: “Sabe porque você consegue usar a sua manopla?” Eu respondi (enquanto estava interpretando e brincando): “Porque?” E ele respondeu: “Não é porque apenas você é o criador de todos, você é o pai, mas é porque você é incrível, é um Deus. E eu fico tão feliz por ter te conhecido aqui. Muito obrigado por tudo que você fez”. Eu me emocionei na hora e abracei o Gabriel. Como estava de personagem, segurei o choro e continuei a falar igual ao criador e agradeci muito por suas palavras. Esse foi o momento mais emocionante de todos, enquanto estava de Stan Lee. Esse menino é de ouro, uma pessoa incrível, com uma história linda. Tenho orgulho de ter conhecido toda a sua trajetória e espero reencontra-lo em futuros eventos.

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Super Ninguém: Os fãs mais antigos certamente te reconhecem, mas e os mais novos, os pequeninos, você acha que eles sabem quem é Stan Lee?

Daniel: É engraçado, porque eu sempre que olho para as crianças todas tem uma reação. Algumas se escondem atrás dos pais por medo ou timidez, algumas chegam a me abraçar bem forte.

Em muitas situações, quando estava interagindo, o pai, mãe ou qualquer pessoa que estivesse acompanhando, diziam quem eu era. A maioria das reações é como se estivessem dizendo “tanto faz”, ou de curiosidade, como uma reação de “aaaahhh”. Algumas crianças já chegavam em mim pedindo para tirar fotos, perguntando se eu era Stan Lee de fato. Muitas das vezes que me surpreendi foi quando a criança disse quem eu era, quem eu criei e agradeceu por todo carinho e atenção, ainda mais quando estou com a minha manopla e deixo as pessoas mexerem, com cuidado. Elas ficam vidradas, nem parece que piscam, de tão impressionada ao olhar algo tão grande, em minhas mãos, enquanto caracterizado.

Algumas comentam: “Não estale os dedos com esta manopla ou viraremos pó”. “Como você consegue ter tanto poder?” “Quem é você?”. Muitas vezes eu respondia, impondo a voz: “Eu sou Stan Lee”. “O Tony Esterco me deu de presente para cuidar com carinho”. “Thanos que se cuide”. Me impressiono como os pais ensinam aos filhos sobre os heróis e sua importância (ou os pequenos prestam atenção em cada detalhe e aprendem sozinhos). Algumas crianças e até adolescentes, que não sabiam de meu personagem (ou por brincadeira) diziam que eu era outro velhinho. Já fui chamado de Jaiminho, O Carteiro, do seriado “Chaves”, “velhinho” do filme Jackass ou o “Vovô Sem Vergonha”. E eu nunca tinha pensado o quão “parecido” poderia ser (risos).

Super Ninguém: O cinema está repleto de biografias. Você acredita que a história de vida de Stan Lee poderia parar nas telas do cinema ou da TV, como filme ou série e fazer sucesso?

Cosplay Stan “A Lenda” Lee / Cosplayer Maatouk

Daniel: Eu iria amar se isso se tornar real algum dia! E claro, iria me candidatar para atuar em sua biografia (muitos risos). Brincadeiras a parte, uma biografia, seja para o cinema ou televisão, seria incrível, pois não apenas apresentaria detalhadamente a sua história aos mais saudosistas, como também abre um leque para um público mais jovem, que nunca chegou a vê-lo em vida, para conhecer mais sobre o seu trabalho ou os problemas enfrentados nele, dando uma motivação para quem queira seguir esta carreira artística. Seria uma bela forma de o homenagear por todos os seus trabalhos, assim como os últimos lançamentos de filmes fizeram, com textos e vídeos. Uma biografia, ainda mais se for bem feita, marcante, valerá muito ouro (sentimentalmente falando), guardada com muito carinho, por muitos anos, esta linda história. Se houver um lançamento, com certeza, estarei na pré-estreia.

Super Ninguém: Para encerrar, se você tivesse a oportunidade de dizer algo para Stan, e seja lá onde ele estivesse, ele pudesse ouvir, o que seria?

Daniel: “Stan, eu só tenho a agradecer a você. Acompanho os seus trabalhos desde pequeno. Em todos os lugares que apareceu, principalmente em participações especiais, abria um sorriso enorme. Conforme o tempo passou, adquiri um carinho enorme pela sua pessoa. Suas histórias heroicas e motivacionais ajudaram a construir a minha personalidade. Nunca pude viajar para uma Comic-Con fora do Brasil, muito menos conhecê-lo pessoalmente. Passei a estudar mais sobre a sua pessoa a partir dos filmes, prestar atenção nos desenhos, séries e jogos. Que universo belíssimo você criou. Nunca imaginei que estaria representando você, em carne e osso. Estou honrando ao seu legado, deixando ainda mais vivo quando estou presencialmente em eventos, mostrando e transmitindo para as pessoas ao redor, todo o meu amor e carinho pela sua índole. Esteja aonde estiver, está me observando, está orgulhoso, assim como o meu avô também está. Iremos nos encontrar um dia, nos melhores sonhos. Lendas nunca morrerão, pois vivem em nossos corações eternamente. Excelsior”.

Mensagem de Stan Lee

2 Comments

  1. Will Nygma disse:

    Entrevista maravilhosa. Tenho o prazer de conhecer o Daniel dos eventos, mas ñ sabia de tamanha dedicação e história linda de superação q tinha.
    Linda entrevista e belaa palavras. Parabéns pelas perguntas muito perspicazes do site também.

    • Daniel "Stan Lee" Maatouk disse:

      Muitíssimo obrigado pelo seu carinho meu querido! Pude ter este espaço para contar e me emociono sempre quando escrevo. Todos aqui foram mega atenciosos e espero falar ainda mais destas histórias em muitas oportunidades 💖

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