Cosplay: Batman Anos 60

Cosplayer: Paulo Gonçalves

Capa – Cosplay Mulher Gato: Andreia Alvarez Schnorr

Santo Cosplay, Batman, Paulo Gonçalves não sai de casa sem o seu Bat Repelente de Tubarão, e na entrevista a seguir falamos sobre a série dos anos 60, os vilões, as armadilhas, a Feira da Fruta e o pior filme de super-heróis de todos os tempos.

Ficha Técnica

Preço do Cosplay: No uniforme eu paguei R$ 250,00, mas fiz algumas customizações como, ajuste no capuz por R$50,00, uma nova capa por R$100,00, mandei pintar a bota que eu usava para fazer o Cosplay do Sr. Incrível R$250,00, e comprei o Bat-cinto oficial R$ 600,00. Total Geral: R$1250,00

Dica para quem quiser fazer este cosplay: Não só para esse Cosplay, mas para qualquer outro, se você se identifica com o personagem, faça, pois, apesar de ter sempre um ou outro que vai te criticar, o lema do Cosplay é Cosplay é para TODOS, não tem cor, não tem gênero, não tem forma física, a única regra é, faça e divirta-se.

Super Ninguém: Entre todas as versões do Batman, certamente a interpretada por Adam West é a menos séria de todas. Por que você a escolheu para fazer o cosplay?

Cosplay Batman Anos 60 / Paulo Gonçalves

Paulo: Bem essa é fácil de responder, esse foi o super-herói da minha infância e desde pequeno eu sempre tive vontade de ter uma fantasia dele.

Um história curiosa foi que, quando eu tinha aproximadamente uns 6 anos, eu pedi de aniversário uma fantasia do Batman que tinha visto em um anuncio, se não me engano do Mappin, meu pai disse que me daria e em um belo dia saímos de casa para ir comprar a fantasia, mas antes meu pai teria que levar um trabalho que ele tinha feito, até a casa do seu chefe.

No meio do caminho o carro quebrou e acabamos não indo na casa do patrão do meu pai e nem comprando a minha fantasia.

Quando comecei a fazer Cosplay era muito gordinho para usar o Bat-traje, após fazer a cirurgia bariátrica, agora posso usá-lo para fazer o que mais gosto que é o trabalho voluntário com crianças e adultos.

Super Ninguém: Você chegou a assistir todos os episódios da série dos anos 60? Você tem algum favorito?

Paulo: Sim, claro, inclusive tenho o box da séria completa com os 128 episódios na dublagem original. Não tenho um preferido, mas a expectativa, quando ia assistir, era na abertura, ficava torcendo para aparecer a Batgirl…então os meus preferidos são todos que a Batgirl aparece.

Por causa dela, até hoje minha cor preferida é o roxo.

Super Ninguém: Os vilões do seriado, como sempre, roubavam a cena, com atores de peso como César Romero e Burgess Meredith. Mesma pergunta, entre eles, na sua opinião, qual era o melhor?

Paulo: Os vilões principais para mim são realmente o César Romero (Coringa), o Burgess Meredith (Pinguim), o Frank Gorshin (Charada), mas o meu vilão preferido é uma vilã, Julie Newmar (Mulher-Gato), na minha humilde e modesta opinião, a mais sexy Mulher-Gato de todos os tempos, uma pena ela não ter participado das 3 temporadas.

Super Ninguém: Quando você vai para a praia, você leva bat repelente de tubarão?

Paulo: KKKK, claro que sim, o Batman esta sempre Bat-preparado.

Cosplay Batman e Bat Girl anos 60 / Paulo Gonçalves e Cris Araújo

Super Ninguém: Outra característica da série eram os finais com a dupla dinâmica presa em uma armadilha do vilão, com o narrador pedindo para o telespectador assistir o próximo episódio no mesmo bat horário e no mesmo bat canal. Você não acha que os vilões queriam que o Batman se soltasse? Tipo, eles não poderiam viver sem ele, então montavam a armadilha e saíam pra que ele pudesse fugir e lutar outro dia?

Paulo: Pergunta difícil de responder essa, mas vamos lá.

Não sei se eles queriam realmente que o Batman escapasse, e quando você é criança, a graça era ficar esperando o episódio seguinte para ver como ele iria conseguir sair daquela enrascada.

Hoje assistindo você fica se perguntando, porque eles nunca tiravam o capuz para saber a identidade secreta, mas o seriado foi feito para crianças daquela época, onde a inocência ainda prevalecia, hoje talvez não fizesse tanto sucesso.

Super Ninguém: Não sei se você assistiu os filmes do Joel Schumacher, nos anos 90, com absurdos como o bat cartão de crédito e os bat mamilos. Você acha que Schumacher foi buscar inspiração na série dos anos 60, ignorando os filmes com o Michael Keaton?

Paulo: Esse filme do Joel Schumacher é o pior filme de Super-heróis que eu já vi, minto, o segundo pior, o Superman 4 foi ainda pior. Não sei se ele, Joel, tinha raiva do Batman ou algo assim, porque realmente fez um filme muito ruim, e olha que tinha nome de peso no elenco como o George Clooney que é um baita ator e deve ter se arrependido de pegar o papel, o Arnold Schwarzenegger, Uma Thurman entre outros.

Para piorar ainda mais, a dublagem ficou péssima também, as vozes de alguns personagens não combinavam.

Enfim, ele pode até ter buscado inspiração na série, mas na minha opinião, falhou miseravelmente na execução.

Cosplay Batman Anos 60 / Paulo Gonçalves

Super Ninguém: Você chegou a assistir “Batman – A Feira da Fruta”? Se sim, qual sua opinião sobre este clássico?

Paulo: Não cheguei assistir inteiro, como começou com muitos palavrões eu parei de assistir logo no início.

Só sei que em todo evento que eu vou, tem sempre alguém falando deste bendito vídeo… kkk

Super Ninguém: Você acredita que seria possível um remake com a mesma pegada da série, substituindo os atores?

Paulo: Eu acho que não, pois a comparação ia ser muito grande, porque essa série de 66 é um clássico consagrado já, e até os mais novos conhecem e muitos consideram o Adam West como o melhor Batman, até pela parte emocional e afetiva.

Hoje em dia, o pessoal vai muito ao cinema para procurar problemas/defeitos nos filmes, e não pra se divertir, então acho que seria muito criticado.

Super Ninguém: Qual a importância do universo cosplay na sua vida?

Para descrever a importância é preciso descrever como foi que me envolvi com isso.

Meu primeiro contato com o mundo Cosplay foi na CCXP 2016, antes disso só tinha visto algumas reportagens dos eventos.

A partir deste evento comecei a ir com mais frequência, primeiro só para tirar fotos com os cosplayers e após alguns eventos acabei fazendo amizade com muitos deles, eu brincava que ia nos eventos só para “stalkea-los”.

Após alguns eventos, os amigos cosplayers me falavam que eu precisava fazer também, mas como eu era muito tímido e muito gordinho, nunca tinha me imaginado fazendo Cosplay, com medo da reação das pessoas.

Cosplay Sr. Incrível / Paulo Gonçalves

Ao mesmo tempo que ia em eventos via no facebook várias postagens de grupos de cosplayers voluntários, e eu achava esse trabalho muito lindo, ai comecei a sentir vontade de participar também, mas não tinha nenhum personagem que eu achasse que ficaria bem em mim, até porque eu queria algum personagem que agradasse as crianças e que não tivessem muitos cosplayers que fizessem, pois tinha medo da comparação, ai me veio a ideia de fazer o Sr. Incrível, mas não com o uniforme vermelho, mas sim, com o uniforme azul, que era da época em que ele estava voltando do afastamento e estava mais gordinho.

Conversei com vários amigos cosplayers que me deram a maior força e apoio, com muito receio da reação das pessoas acabei mandando fazer o uniforme e a primeira vez que o usei foi no evento MegaCAF em Campinas, para minha surpresa, a reação das pessoas foi muito bacana.

Após essa estréia o próximo passo foi solicitar a participação em dois grupos de voluntários, um deles me rejeitou, o que me deixou meio chateado, mas no outro grupo fui muito bem recebido.

Hoje em dia eu digo que sou um super-herói voluntário autônomo, participo de vários grupos, mas não tenho exclusividade com nenhum, digo a todos, precisou é só chamar, pois o que gosto é fazer voluntariado.

Não tem nada mais gratificante do que você entrar em um quarto de hospital e ver uma criança, que estava chorando, parar repentinamente para admirar o seu super-herói, ou um paciente dizer que o dia dele melhorou pois estávamos lá.

Enfim, o Cosplay me elevou a autoestima, diminuiu minha timidez, me trouxe muitas amizades, coisa que era muito difícil de eu conseguir.

Nesta época de pandemia, esta me fazendo muuuuuuuuuuuita falta fazer o voluntariado, porque, por mais que façamos vídeos, lives etc…, não é a mesma coisa do que olhar no olho de crianças e adultos, de poder abraçar e levar um pouco de conforto aos enfermos, a gente doa tão pouco e recebe tanto em troca, enfim ser cosplayer voluntário é a melhor sensação do mundo.

Abertura da Série dos Anos 60

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *