Por Espectro Girl

Em um mundo onde diversas dungeons surgiram e passaram a suas riquezas passaram a ser cobiçadas, inúmeras pessoas da alta classe contratavam guerreiros ou apenas alguns servos para carregarem sua bagagem ao longo do trajeto, e nesse meio estava Alibaba Saluja, um jovem de dezessete anos que serve a um senhor e cuida de suas mercadorias, e seu maior objetivo era conseguir alguns trocados para entrar em uma dungeon.

É claro que não iria dar certo, e a certeza veio quando encontrou um rapazinho de cabelos azuis em uma das carroças de mercadoria de seu senhor, comendo todas as melancias que estavam ali, resultando em dinheiro a menos nos bolsos de Alibaba. O rapaz de 10 anos se chamava Aladdin, acabou se aproximando por querer saber mais sobre como o mundo funcionava, era estranhamente leigo no convívio em sociedade, e foi em uma situação de emergência que revelou seus poderes, ele carregava uma flauta com um estranho símbolo, e de lá saia o tronco de uma imensa criatura conhecida como Djinn, ou como era carinhosamente chamado por ele, Ugo.

Após a descoberta dos poderes e do ser colossal, Alibaba se junta ao jovem e decidem ir explorar a dungeon que existia no meio da cidade que viviam, Balbadd, e para a surpresa dos espectadores, o arco que se passa dentro da construção dura apenas quatro episódios, nesse meio encontrando uma nova aliada e uma breve explicação sobre os poderes de Aladdin.

A história engana quem busca por batalhas sangrentas e árduas nas dungeons, é claro que existem essas cenas, mas em uma escala absurdamente menor do que o esperado; de forma muito cuidadosa e detalhada seu foco principal são os conflitos políticos, os conflitos entre civilizações e como se portavam as pessoas que já tinham conquistado o Djinn de uma dungeon, e o melhor, a forma pela qual os magis como Aladdin impactavam em tudo, qual sua função e o que era o suposto rei que ele deveria escolher, além do fato dele não ser o único magi em jogo.

Aladdin e Alibaba com o Djinn Ugo.

O primeiro império que temos contato, mesmo que de forma negativa, é o Kou, onde sua evidente fome por expansão e poder já é explícita, para melhorar, quem está no poder já possui Djinns para auxiliarem nos combates territoriais.

O único defeito da história é a terceira temporada existir apenas no mangá, mesmo que o anime tenha deixado o gancho para tal, os fãs seguem na sede pela animação do arco que prometia ser o mais desgraçado de poderes e traição familiar, mentira atrás de mentira, e o melhor, rinha de magi.

Ah sim, magi; os magis são seres enviados para a Terra com a função de escolher seus reis para comandarem, essas criaturas possuem um grande poder chamado Rukh, resumidamente são as almas, e existem as almas que exalam coisas boas, e as almas que exalam as coisas ruins, essas são chamadas de Rukh negro e auxiliam o magi Judal.

Aladdin controlando Rukh

Novamente eu sou uma pessoa suspeita para falar desse anime, eu sou completamente apaixonada por ele, a primeira temporada principalmente, os personagens te conquistam com as evoluções e amadurecem conforme a idade, já que se passa em cerca de cinco/seis anos no universo da história.

Podemos compreender diversos conflitos políticos que ocorrem lá, os problemas que as favelas enfrentam, a implantação do sistema econômico do império Kou, as linhagens da coroa e como as garotas são tratadas em negociações, temos até mesmo o mercado escravo que diversas vezes interfere na história.

Assistindo o anime pela segunda vez depois de alguns anos eu pude notar algo diferente, começando por determinado rei; quando assisti pela primeira vez eu ficava encantada com suas decisões e como ele sempre resolvia tudo no diálogo, mas agora revendo consigo perceber como eram os diálogos dele, como ele tratava os outros lados da aliança, minha mente repetia diversas vezes “desgraçado, ganancioso, egoísta, egocêntrico” de tão inconformada.

Pode ser que você se junte ao meu grupo de raiva, ou pode ser que concorde com o posicionamento dele como rei, afinal reconheço não ser de todo errado, ele é um rei e precisa manter a estabilidade em seu território.

Hakuryuu, Alibaba, Aladdin e Morgiana respectivamente (spoiler: você se apaixona por todos)

Recomendo demais para qualquer pessoa, ele possui a ótima linha de começar como uma comédia e gradualmente se tornar algo sério, se você desliza um pouco acaba se apaixonando por um personagem diferente em cada episódio, e quem sou eu para julgar, me apaixonei por alguns mocinhos e por vários vilões da história, tenho menos moral ainda.

O anime estourou muito quando foi lançado, meados de 2012 e 2013, principalmente quando entrou no catálogo da tão amada Netflix, mas ele estranhamente caiu no esquecimento pouco tempo depois, deixando os fãs sem ter com quem conversar, mesmo que boatos rodem por aí falando que a última temporada chegará no final de 2021 ou início de 2022.

Nunca entraria em uma dungeon, mas por qualquer personagem desse anime eu entrava e esvaziava.

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Espectro Girl se apaixona normalmente por três ou quatro personagens de anime por dia.

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