Espectro Girl: OHSHC, quebrei um vaso e virei garçom gourmet

Por Espectro Girl

Antes de começar a ler aqui sobre Ouran High School Host Club, pare e volte para a imagem capa da matéria e olhe atentamente para os personagens.

Já olhou? Garota, você que olhou o rapaz de cabelo castanho centralizado com a mão estendida para você, gostou dele? Pois tenho péssimas notícias para você, esse rapaz é nada mais e nada a menos que uma garota. Isso mesmo, uma garota!

Ouran High School Host Club, traduzido literalmente como “Clube de anfitriões do ensino médio de Ouran” se passa em um colégio da alta, altíssima, mais alta possível, elite; é um colégio imenso com diversas classes e lugares para se esconder, e no meio de tantos esnobes temos Haruhi Fujioka, uma bolsista integral que sequer tinha dinheiro para comprar os uniformes do colégio, e então vestia seus trajes mais confortáveis para enfrentar mais um dia no meio daquela gente metida de nariz empinado.

Perdida em meio a tantas salas, entra na sala sem uso de música para descansar, mas ali se depara com o clube de anfitriões do colégio, um grupo de rapazes demasiadamente belos que serviam doces e bebidas para as estudantes, tratavam elas como se fossem especiais e únicas, mas era nada mais do que uma forma de arrecadar trocos e atenção para eles.

Assustada com o encontro repentino, Haruhi percebe que precisava sair o quanto antes, e atrapalhada do jeito que é, deixa cair um vaso no valor de ¥8 milhões, e com sua renda não tem como cobrir tal valor.

Como pagar? Servindo para o clube também. E o melhor? Os rapazes não notaram que ela era uma garota.

Haruhi com a rosa amarela e os anfitriões do clube

Claro, demorou um pouco, o que os rapazes têm de beleza, também tem de tapados, mas logo descobrem e precisam impedir que todo o resto do colégio descubra que uma garota trabalha como anfitrião.

O anime conta com 26 episódios, mas é preciso assistir a todos ciente de que é uma animação japonesa, já que lá dentro possuem diversos estereótipos utilizados como alivio cômico, como por exemplo a relação entre os gêmeos dentro do clube para atrair as garotas, e o integrante mais velho, Honey, aquele rapaz pequenininho que você viu na capa com um coelhinho rosa de pelúcia.

Até mesmo o pai de nossa protagonista é um homem com trabalho profissional no ramo cross-dresser com o nome artístico de Ranka.

Mesmo sendo recheado de risadas e uma animação exagerada, certos dramas conseguem ser bem trabalhados no decorrer da história, como o relacionamento dos gêmeos com a sociedade antes do clube, o bullying que Haruhi passava entre os alunos por ser bolsista antes de ser defendida pelos rapazes, relações de poder dentro das famílias – afinal, é uma escola de elite, ali estão os filhos de pessoas influentes e podres de ricas.

Alguns personagens secundários aparecem no decorrer da história para se tornarem memoráveis, cada um interferindo de uma forma diferente, mesmo não sendo diretamente com a protagonista, as vezes só de interagir com o Mori ou com o Kyoya já mudam os caminhos de todos os personagens, como a Renge Houshakuji, que foi atrás de um marido e se tornou a gerente do clube.

Menção honrosa para o querido live-action desse anime, sim, outro live-action, e desesperadoramente ruim.

Capa do Live-Action, desesperadoramente ruim!!!

Pode ser implicância minha? Duvido muito, já que mataram características principais dos personagens com os atores.

A essência de comédia exagerada se tornou apenas uma sequência cringe que acredito ter encurtado meu tempo de vida de tanto que me revirei na cadeira assistindo aqueles episódios.

O anime é recomendado demais para quem tem um senso de humor aberto e, principalmente, sem a necessidade constante de dizer o que é certo e errado, já que certos personagens possuem tantos estereótipos que não iriam sobreviver mais de dez minutos no twitter sem sofrer um cancelamento.

Certas cenas realmente deixam quem assiste desconfortável, menos para os japoneses entre 2002 e 2010.

Off: agora a idade tá batendo nas costas, e olha que eu nem tenho idade pra bater.

É uma opção leve para quem quer apenas rir sem se preocupar com o restante, e chorar bastante em determinadas cenas, e as chances de ela se tornar um xodó quando acabar são altíssimas, mas só é válido se assistir sem os filtros citados ao longo do texto.

Trailer OHSHC

__________________________________________________

Espectro Girl se revira na cadeira e dá saltos triplos de ódio toda vez que assiste um Live-Action Ruim!!!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *