12 minutos de pura emoção

Por Everton Nucci

Com apenas doze minutos de duração, o curta metragem de animação foi parar nos Top 10 da Netflix. Mas o que faz a obra aparentemente simples e tão distante do mainstream conseguir tal feito? Nessa crítica tentarei passar minhas impressões revelando o mínimo possível para não estragar a experiência de quem se arriscar nessa empreitada.

Com um traço praticamente inacabado como se fossem rascunhos de um desenho, repleto de hachuras, praticamente sem cores, sem cenários e completamente sem diálogos “Se algo acontecer… Te amo” está muito distante das grandes animações de sucesso da atualidade como as deslumbrantes animações tradicionais da Disney ou dos Estúdios Ghibli e ainda mais distantes das sublimes animações de computador feitas pela Pixar ou Dreamworks.

A animação de Michael Govier e Will McCormack aposta na simplicidade para contar uma história intimista e cheia de emoção. Logo de cara vemos um casal em crise, a cena é objetiva, eles estão sentados na mesma mesa de jantar, de cabeça baixa e não se falam. Completamente icônica, a introdução não requer explicações, resta ao espectador a curiosidade de saber o que levou o casal a chegar a esse estágio. Se de início a história parece que irá caminhar para os problemas de relacionamento, a impressão dura pouco. Logo a seguir começaremos a acompanhar a apresentação de novos elementos que irão desenhando todo o cenário. A cada nova descoberta, uma nova emoção.

O passado se revela crucial, a cada lembrança um novo aperto surge no coração de quem assiste.

A produção está carregada de sentimentos, e não é difícil se identificar, não é difícil ser empático. Em certo momento você começa a se perguntar se realmente quer descobrir a razão de todo aquele sofrimento, de toda aquela tristeza. Eu dizia, “ok, já entendi! Não preciso ver mais nada!” Mas a animação prossegue e acompanhamos o evento causador de toda a dor. Acompanhamos à distância, o que dificulta ainda mais o processo.

O título do filme não está ali por acaso, e quando ele se revelou na tela eu chorei.

Sendo cem por cento honesto com todos, eu nunca choro vendo nada no cinema, minhas duas únicas exceções para essa regra foram “Orações para Bob” e agora “Se algo Acontecer… Te amo”.

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Everton Nucci é tecnólogo por formação, servidor público por opção, ator por paixão, escritor fanfarrão, e não foi o único que chorou assistindo “Se Algo Acontecer…Te Amo”

1 Comment

  1. Julie Any disse:

    Vou assistir sem dúvida 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

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