Espectro Girl: Sirius the Jaeger, do luxo ao lixo

Por Espectro Girl

Se faz parte do público que gosta de animes, provavelmente sua Netflix já recomentou esse anime para você, mas por alguma razão pensou “ah, vou ver depois”. Já te adianto, esse seu “depois” pode ser “nunca”.

O anime de 2019 não possui um mangá base, é feito diretamente para o estilo animação e seu desenvolvimento a princípio parece ser bem clichê e padrão, sem sair muito do genérico.

Em 1930 vampiros faziam diversos ataques ao redor do mundo, com isso surge a transportadora V, uma equipe de caçadores profissionais de diversas partes do mundo, contando com o Fallon, um irlandês-americano, Dorothea, uma hispânica e Philip, provavelmente europeu. Ainda nesse meio temos nosso protagonista, Yuliy, que quando pequeno foi resgatado pelo professor Willard após fugir do massacre que tinha acontecido em sua vila.

A história tinha de tudo para dar certo; contando com uma certa diversidade, os vampiros pareciam ser utilizados de forma padrão, o protagonista bonitinho com um passado trágico, um elemento mágico e uma garota rica e burrinha atrás do principal. Tinham todos os elementos na mão, mas a única coisa que funcionou foram as jogadas de câmera nas cenas de luta.

Além disso, tudo é contado de forma confusa, fora de ordem e perdendo cada vez mais os sentimentos e a essência que os personagens deveriam ter.

O protagonista possui seu passado trágico, mas o que aconteceu de fato só é apresentado vagamente no segundo episódio, após o que deveria ter sido o auge sentimental já ter passado, fazendo todo o seu sentimento de empatia e empolgação sequer existir no reencontro de Yuliy com o irmão que pensou ter morrido no massacre dos vampiros.

Tudo o que sabemos é que existe uma tal de Arca que a vila de Yuliy era responsável, dona de um poder desconhecido que o rapaz nunca soube com exatidão o que era por ser muito novo quando tudo aconteceu, quem sabia de tudo era seu irmão mais velho que se sacrificou para manter a segurança do caçula.

Yuliy com mecha de cabelo branco e seu irmão mais velho

Em diversos momentos nota-se que a história pode até ser parecida com Crepúsculo, devido ao uso de elementos vampíricos e lobisomens, só temos um único problema, o tempo todo citam e/ou deixam a entender que nosso protagonista é um lobisomem devido a seu olfato, sua força, até mesmo por sua origem ser Sirius, mas em momento algum ele vira um lobo e faz auuuuuu, deixando uma imensa dúvida: ele é ou não é um lobo?

A história é confusa, os elementos são confusos, os personagens são completamente avulsos, até agora não entendi a necessidade da garotinha rica filhinha de papai fugir de casa, entendi muito menos a burrice de todos os personagens que não sabiam o que fazer quando encontraram a dita Arca, o vilão foi o único com a capacidade suficiente de entender o que deveria ser feito.

E adivinha o que aconteceu? O poder rejeitou o corpo e foi pro protagonista, quem esperava por essa?

Não tenho muito o que falar mais, em resumo temos isso: O protagonista é lindo, a história é mais confusa que “os casos de família”, vampiros só ligam para as mulheres peitudas e não se fazem mais lobisomens como antigamente.

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Espectro Girl é fã de “Casos de Família” com Cristina Rocha

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