WandaVision, Temporada 01, Ep. 08: Nos Capítulos Anteriores

Por Fernando Fontana

Temos bruxas viciadas em séries e spoilers no texto a seguir.

Em sua matéria “As Cinco Principais Teorias para o Final de Wanda Vision”, nossa colaboradora e vidente profissional, Lorena Soeiro, já havia previsto que o oitavo e penúltimo episódio de WandaVision seria um grande Flashback, onde poderíamos observar não apenas o passado de Wanda (Elizabeth Olsen), como da bruxa Agatha Harkness (Kathryn Hahn), até o momento, como a própria música viciante que ouvimos no último episódio, se mostra como a única vilã.

Julgada em Salem, no ano de 1693, por trair suas irmãs de Coven, Agatha conseguiu, já naquela época, derrotar a todas e escapar de sua punição, o que demonstra seu imenso poder, certamente ampliado após se passarem mais de três séculos. Ainda assim, percebam, ela está curiosa com os poderes místicos demonstrados por Wanda, razão pela qual ela se infiltrou em sua realidade criada dentro do domo, e passou a tentar descobrir como ela fez tudo o que fez.

Tendo os filhos de Wanda como reféns, e a mantendo em uma sala protegida por runas místicas, que impedem o uso de seus poderes, Agatha, tal qual os espíritos do Natal que atormentaram o velho Scrooge em “Um Conto de Natal” de Dickens, arrasta a ex vingadora por diversas cenas de seu passado, desde sua infância sofrida em Sokovia, passando pela sua estadia na Hidra, até o encontro com o corpo do Visão (Paul Bettany), que para nossa surpresa, não foi roubado.

Agatha Harkness em Salem, no ano de 1693, quando já demonstrou imenso poder

Finalmente conseguimos compreender a razão para Wanda ter criado um universo que emula as séries de diferentes décadas. Embora não tenha Netflix ou DisneyPlus, durante boa parte de sua vida, ela as utilizou como válvula de escape, um mundo onde tudo sempre termina bem, diferente da guerra e dos bombardeios em Sokovia, que matou seus pais, ou dos eventos ao lado dos Vingadores, onde perdeu seu irmão Pietro, e posteriormente, seu amado Visão.

Levada ao seu limite, após testemunhar o corpo do Visão em pedaços na base da S.W.O.R.D, explode e cria de forma involuntária a realidade onde foi absorvida Westview e seus habitantes. Logo, sabemos que o Visão que está ao seu lado não é um macabro cadáver reanimado, mas inteiramente gerado a partir de sua vontade, assim como os dois filhos.

A cena pós créditos (sim, com o fim da série dentro da série, temos o fim dos comerciais com referências ao passado e o começo dessas cenas) mostra que o diretor Taylor Hayward (Josh Stamberg), insistindo em seu plano de confronto apocalíptico, decidiu reviver o Visão e utilizá-lo como arma contra Wanda.

Essa conduta abre caminho para o possível retorno do Visão. Não sabemos o que exatamente é o herói que Wanda “trouxe de volta dos mortos”, mas sua manifestação guarda parte de suas memórias, seus poderes, e sua essência, o que pudemos comprovar pelo seu quase sacrifício ao tentar avisar os agentes fora do Domo da necessidade de ajudar as pessoas presas lá dentro. Sua existência está restrita ao Domo justamente por não possuir corpo físico, o que pode mudar com a chegada da arma de Hayward.

Em cena pós créditos do episódio 8 de WandaVision, descobrimos que o diretor Hayward reativou o Visão e pretende utilizá-lo como arma contra Wanda.

O confronto entre Wanda e Agatha se mostra inevitável para o próximo e último episódio, já que a bruxa mantém seus filhos como reféns, mas não dá para descartar a presença do insistentemente mencionado Mephisto, ou do Vingador Dr. Estranho, único místico que parece ter poderes suficientes para colocar ordem no caos de Westview. Aliás, seria até mesmo uma surpresa caso o vingador interpretado por Benedict Cumberbatch não desse as caras, já que ele é o mago supremo da Terra, e as forças presentes no local certamente chamariam sua atenção.

Uma mudança interessante é que nos quadrinhos, como já dito na análise do episódio anterior, Wanda é um Nexus, um ser incrivelmente poderoso capaz de alterar a probabilidade e a realidade ao seu redor. Na série, Agatha revela que este indivíduo, até então considerado apenas um mito, alguém capaz de controlar magia do caos, recebe o nome de Feiticeira Escarlate. Com isso, o nome usado nos quadrinhos, migra finalmente para o UCM.

Não podemos nos esquecer de Mônica Rambeau (Teyonah Parris), a dra. Darcy Lewis (Kat Dennings) e o agente Woo (Randall Park), todos tentando encontrar uma maneira de solucionar o problema. Com tanta coisa para acontecer, a Disney deveria fazer um episódio com o dobro de duração, porque 40 minutos dificilmente vai ser o suficiente. Oremos!

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Fernando Fontana é escritor e adulto amador, autor de “Deus, o diabo e os super-heróis no País da Corrupção” e da Graphic Novel “O Triste Destino da Namorada do Ultra Homem”, é criador deste site e colaborador do Canal Metalinguagem, onde escreve sobre filmes e quadrinhos antigos.

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