Crônicas de Gotham City: Decifra-me ou Devoro-te!

Por Fernando Fontana

O apito da chaleira anunciou que a água estava na temperatura ideal para o chá, Catherine a despejou calmamente em sua xícara, desfrutando do silêncio quase absoluto que reinava no ambiente, rompido ocasionalmente por um carro que passava na rua.

A vizinhança era calma, principal motivo para ter escolhido a casa entre tantas outras opções que o corretor lhe ofereceu.

Aos 47 anos de idade, psicóloga renomada, escritora famosa, casada e mãe de duas filhas adolescentes, momentos como este eram raridade, mas a família decidira viajar para a Disney, e ela, habilmente, os convenceu de que o prazo para entrega de seu terceiro romance encontrava-se perigosamente próximo do fim, impedindo-a de participar de tamanha diversão.

Mentira, a essa altura o livro estava muito bem encaminhado, mais dois ou três capítulos e chegaria ao seu clímax e posterior conclusão, mas motivada por boa razão, enfrentar as intermináveis filas e o tumulto crescente de um parque de diversões agradavam seu esposo, eterna criança em corpo de adulto, mas eram uma espécie de tortura que ela não tinha a menor intenção de repetir. Deviam fazer um estudo sobre o fetiche que algumas pessoas tem por camundongos antropomorfizados.

Eis uma verdade incontestável, a mentira é um lubrificante social importante, Catherine não se lembra o autor ou autora da frase, mas concorda plenamente com a afirmação.

Sentou-se em frente ao notebook, tomou um gole de seu chá de camomila, pousou a xícara sobre a mesa, respirou fundo, e imaginou a cena; a protagonista encontrava-se em momento decisivo, o assassino serial que matara sua mãe estava ajoelhado, indefeso, ela apontava um revólver para sua cabeça, sua mão tremia, precisava escolher entre atirar e mata-lo a sangue frio ou entrega-lo para as autoridades.

A autora sabia o que ela mesma faria, mas isso era irrelevante, o importante aqui era adentrar a mente de sua criação, desvenda-la, compreende-la e escrever um final consistente com sua personalidade e seu histórico.

Colocou os dedos sobre o teclado, observou o cursor que piscava na sua frente, preparou-se para dar voz ao assassino, disposto a provocar a heroína e faze-la puxar o gatilho, rompendo com seu código moral. Não digitou nem a primeira linha e foi interrompida por batidas insistentes na porta da frente.

Não esperava visitas, muito menos naquela hora da manhã, observou através do olho mágico, um enorme buquê de rosas vermelha lhe bloqueava a visão. Sim, seu marido era uma criança, mas também um romântico incurável, as rosas eram gesto típico dele, que ela aprendeu a apreciar com o tempo.

Destrancou a porta e no instante em que a abriu, um homem de chapéu coco e terno verde com inúmeros pontos de interrogação deslizou para dentro da casa, esbarrando nela ao entrar, em uma mão carregava o buquê de rosas, e na outra uma pequena pistola automática.

– Bom dia, Dra. Fay, é um prazer finalmente conhece-la, sou um grande fã do seu trabalho. Agora, se puder fazer a gentileza de fechar a porta, temos muito o que conversar.

– O Charada – ela disse enquanto fechava a porta sem tirar os olhos dele.

– Sim, sim, acertou de primeira – respondeu ele fazendo uma mesura e jogando o buquê sobre uma poltrona que ficava entre a entrada e a mesa de jantar onde Catherine trabalhava – mas a resposta para quem eu sou não é das mais difíceis, a roupa meio que entrega.

– O que você quer?

– Ah, essa resposta já é um pouco mais difícil, mas, paciência, logo você saberá. Parte dela eu já disse, não menti, sou mesmo um grande fã do seu trabalho – o Charada se aproximou da mesa, ainda mantendo a doutora sob a mira da arma.

– Você leu meus livros? – Catherine deu alguns passos hesitantes na direção do vilão.

– Livros? Plural? Ah, sim, está se referindo aos romances, não, eu não os li. Sem ofensas, mas não passam de lixo. Acho que li umas trinta páginas e desisti, mas, reconheço, você sabe como utilizar psicologia barata para cativar suas leitoras adolescentes.

– Estou confusa, você diz que é fã do meu trabalho e logo depois o chama de lixo.

O Charada olhou ao seu redor até localizar o que queria – é disso que estou falando – ele foi até uma estante que estava próxima e retirou um livro que estava exposto. Com capa dura preta e a imagem do portão frontal do Arkham, tinha o título “O Fascínio pelo Morcego” – isso aqui sim, é ouro puro. Devo dizer, doutora, que muitos dos meus colegas no Asilo se recusam a admitir que sua tese está correta, de que sem o Morcego, muitos estariam em um emprego ordinário, com duas hipotecas, esposa, dois ou três pestinhas correndo pelos corredores. Uma vida assim pode deixar um homem maluco!

– E você, você concorda com o que eu disse? – Perguntou a doutora, pensando com muito cuidado em cada palavra dita.

– Eu? Eu sou um realista por natureza, o Morcego não é apenas nossa nêmeses, é também uma inspiração, a razão para que muitos de nós acordem pela manhã dispostos a dar o nosso melhor.

– Fico feliz que concorde comigo, mas ainda não entendi onde quer chegar.

– Tem razão, sem mais rodeios, eu estou à procura de uma consulta, grátis se possível, porque minhas finanças andam meio complicadas ultimamente. Tive alguns reveses no trabalho. Preciso de ajuda com um problema que vem me atormentando a alguns dias e que tem tornado minha profissão impraticável. E quando digo problema quero dizer bem aqui – ele apontou para a própria cabeça com a arma.

– Por favor, não aponte a arma para sua cabeça.

O vilão gargalhou – essa seria uma notícia e tanto, hein? Mestre dos enigmas atira por acidente na própria cabeça e morre na casa de famosa escritora.

– Não, por favor, não. Há só um problema, senhor Nashton…

– Ah, você sabe o sobrenome que meus pais me deram, fico lisonjeado, mas prefiro que me chame de Nygma, ou só Edward, já que sinto que estamos nos tornando bons amigos.

– Sim, claro, só há um problema, Edward, eu não atendo mais pacientes.

– Verdade, estou sabendo desse inegável desperdício de talento, mentes são como quebra-cabeças intrincados, decifrá-las deve ser muito recompensador. Vê, você e eu, nós somos muito parecidos, ambos gostamos de enigmas. Acredito que, devido às circunstâncias, você sabe, fugitivo do Arkham dentro da minha casa, armado e potencialmente perigoso, poderia abrir uma exceção. O que acha?

– Não parece que me resta muita escolha, quer se sentar? – Catherine apontou a cadeira ao seu lado, ao mesmo tempo em que se sentou e empurrou seu notebook para o lado, podendo assim observar melhor o vilão.

– Aqui? Neste lugar? – Perguntou o Charada.

– Se estava esperando pelo divã, eu o vendi quando fechei o consultório.

– Não, não, vai servir – ele se sentou e colocou a arma sobre a mesa, diante de si.

– Muito bem, Edward, me diga exatamente o que lhe incomoda.

– Bem, doutora, eu sou um artista, um criador, uma mente brilhante por vezes subestimada e incompreendida, mas nos últimos dias, tenho sofrido do que as pessoas convencionaram chamar de “branco”.

– Como assim?

– Eu já não consigo mais criar novos enigmas, ou melhor, até crio, mas são tão simples, sem refinamento, uma tolice monumental indigna do meu passado. Se não consigo mais criar charadas, então, quem eu sou?

– Pergunta interessante, você acredita que se resume aos seus enigmas?

– Bom, é minha marca registrada, sem eles eu seria só mais um na multidão. Basta pensar um pouco, o Coringa, ele é o rei do Asilo, ele…

– Era o rei do Asilo, ele morreu, não morreu?

– Por favor, você não acredita realmente nisso, acredita? Diga-me, quais são as duas coisas certas na vida?

– Pensei que não conseguisse mais criar charadas.

– Não consigo, essa não é minha.

– Morte e impostos.

– Não, insanidade e impostos. A morte é relativa, mortos vem e vão o tempo todo. Até o menino, um dos parceiros mirins do Morcego, o Coringa jurou ter mandado ele dessa para melhor, e o que aconteceu? Voltou com um capuz vermelho. Agora, o que é preciso para que haja um assassinato? Vamos, essa é fácil, você é uma escritora. Não? Nada? Um corpo, é preciso um corpo, não existe assassinato sem um, e o corpo do Coringa sumiu, seu túmulo está vazio, e o Morcego saiu da cidade para tentar encontra-lo. Ele nunca foi tão obcecado por qualquer um de nós, quanto é pelo Palhaço. Do que eu estava falando mesmo?

– Sobre o rei do Asilo…

– Ah, sim, percebeu? Eu ando esquecendo as coisas, mas voltando, o Coringa é o rei do Asilo, o Avatar do caos, o garoto propaganda do Arkham; todos temem o Espantalho por razões óbvias, Hera Venenosa conversa com plantas, Bane quebrou o Morcego no meio e desde então se acha melhor do que todos nós, e eu, bom, eu sou o cara que faz as charadas.

– E isso te incomoda?

– Pergunta: Qual é o interno mais inteligente do Arkham? Pergunta: Quem é tratado como uma piada em Gotham City? Dica: A resposta é a mesma para ambos.

– Você se considera uma piada?

– Sábio da sua parte não contestar o fato de eu me considerar o mais inteligente do Asilo. E não, eu não disse que me considero uma piada, disse que Gotham me trata como uma; há uma grande diferença, mas eu vou mudar essa visão distorcida dos habitantes dessa cidade.

– E como pretende fazer isso?

– Bem, se não posso criar charadas, eu pretendo me tornar uma. Diga, o que disse a Esfinge de Tebas para o incauto viajante?

– Não sei, o que ela disse?

– Decifra-me ou devoro-te, e muitos foram os devorados. Eu irei de profissional da mente em profissional da mente, psicólogos, psiquiatras, e pedirei que digam o que há de errado comigo. Você, veja só, terá a honra de ser a primeira, e se na próxima hora, descobrir o que apagou minha criatividade, eu saio feliz por aquela porta e nós nunca mais nos vemos.

– Psicologia não funciona assim. E se eu não conseguir? – Perguntou Catherine já temendo a resposta.

– Eu te devoro!

– Você está falando sério?

– Eu pareço estar brincando?

– Canibalismo não faz parte do seu estilo, nunca fez.

– As regras mudaram, elas mudam o tempo todo.

O tom de voz, a expressão facial, Catherine não tinha dúvida de que o homem diante de si, pressionado ao perder aquilo que lhe conferia identidade, estava disposto a cumprir a ameaça e matá-la de forma brutal.

– Muito bem, se é assim, não temos tempo a perder, vou precisar de respostas sinceras, sem meias verdades, Edward.

– Parece justo, prossiga.

– O seu último assalto ou tentativa de assalto, corrija-me se eu estiver errada, foi no Museu de Gotham.

– Correto, mas infelizmente eu fui impedido no último instante.

– Você já estava com problemas para criar charadas, certo?

– Sim, estava, como sabia disso?

– A Charada, a que você enviou para a polícia, eu a li, horrível, infantil, até uma criança conseguiria decifrá-la, o que de fato aconteceu, já que o roubo foi impedido pelo Robin.

– Sim, o moleque, um deles pelo menos, ninguém sabe quantos existem ou existiram, ele chegou antes dos homens de Gordon – o vilão desviou o olhar de Catherine enquanto falava do ocorrido.

– Ser derrotado pelo Robin lhe deixa desconfortável?

– Desconfortável? Bela escolha de palavras, sim, é lógico que eu prefiro vencer.

– Se fosse o Batman, no entanto, a sensação seria diferente, não seria?

– Vejamos, o que é mais humilhante, levar uma surra do Cavaleiro das Trevas ou de uma criança vestindo uma sunga verde?

– Você queria mata-lo?

– Quem? O moleque? Talvez…

– Repetir o que o Coringa fez, tornar-se tão cruel quanto o rei, igualar-se a ele?

Dessa vez o Charada olhou diretamente nos olhos de Catherine – eu não quero ser como o Coringa, eu não quero ser uma cópia barata de ninguém, eu quero voltar a ser quem eu era.

– Todos querem ser originais, mas nem sempre é fácil. Alguns dias antes do museu, você tentou roubar alguns jogos de tabuleiro raros, e mais uma vez usou suas charadas, na ocasião não estavam tão ruins, mas ainda longe do seu auge.

– Engraçado você dizer que não estavam tão ruins, porque não era eu.

– Não?

– Não, todo mundo achou que era, mas não. Era a droga de um imitador, um idiota qualquer que tentou se passar por mim para despistar a polícia. Gordon, os mascarados da cidade, todo mundo caiu no truque. Agora, me diz, é ou não é o fim da picada? Anos e anos atuando em Gotham, e bastou alguém fazer meia dúzia de charadas meia boca para acharem que era eu.

– Eu não fiquei sabendo, saiu na imprensa?

– Uma nota de rodapé, é isso que valeu. Prenderam o cretino, deve ter ido parar em Blackgate. Quando aconteceu as pessoas estavam muito mais interessadas nos corpos que o Crocodilo estava deixando para trás nos esgotos de Gotham.

– Entendo, e esse branco, essa incapacidade de criar, começou nessa época?

– Acho que sim.

– Preciso de respostas mais precisas, começou ou não?

– Sim, começou.

– Ora, Edward, me surpreende que você não tenha percebido a causa, ou talvez não, porque é preciso sair da Ilha para que seja possível ver a Ilha.

– O que? Do que você está falando?

– Perdão, agora eu é que comecei a falar por enigmas. Você está familiarizado com a chamada Síndrome do Impostor?

– Não, do que se trata? É o que eu tenho?

– Talvez, pessoas com essa síndrome acham constantemente que não são boas o suficiente, que suas realizações não são o que parecem ser, duvidam de si próprias e acreditam que a qualquer momento todos descobrirão que elas não passam de impostoras.

– Besteira, eu não penso isso, eu não acho que sou um impostor.

– Será? Porque exatamente na época em que um homem conseguiu se passar por você, seus problemas começaram, agravados posteriormente ao ser vencido por uma criança. Você também revela uma mágoa profunda por ser preterido pelo Batman, quando comparado com o Coringa, por exemplo.

– Você não pode negar que todos falam mais do Palhaço do que de mim.

– Você passou a acreditar que qualquer um pode fazer charadas e, portanto, não há nada de especial em você, mas eu devo discordar. Pense, qualquer um pode colocar maquiagem na cara e sair por aí matando pessoas, mas isso não faz delas um novo Coringa. Vale o mesmo para vestir uma fantasia de gato e estalar um chicote, ou jogar uma moeda para o alto. O que faz dessas pessoas, desses inimigos do Batman memoráveis é sua psique, é a importância que dão para aquilo que fazem.

– Continue…

– A moeda de Harvey é mais do que um detalhe, sem ela, ele não consegue se decidir, o Coringa não é um mero assassino de cabelos verdes, é um agente do caos, que não se importa se vai viver ou morrer, contanto que a piada tenha graça. E você, não é um mero contador de charadas, você vive em função delas, e não consegue cometer um assalto sem enviar um enigma, e mais, um enigma que de fato entregue o crime que irá cometer.

– Então esse é o seu diagnóstico, síndrome do impostor? – perguntou o Charada.

– Preliminarmente sim, mas eu gostaria de vê-lo mais algumas vezes. Se quiser, posso visita-lo no Arkham.

– Não sei se estou convencido, talvez eu deva atirar em você e sair por aquela porta, isso ia chamar a atenção da mídia.

– Do pior jeito possível, você não quer isso.

– Por que não? Atenção é atenção, notícia é notícia.

– Você disse agora a pouco que não gostaria de ser uma cópia barata do Coringa, que queria voltar a ser quem você era, pois bem, quantos assassinos em série você acha que existem nos Estados Unidos da América?

– Muitos, eu suponho.

– Mais do que você poderia imaginar, e se atirar em mim por atirar, sem que haja um propósito ou um enigma, será apenas mais um. Agora, se ao invés disso, conversar comigo todas as semanas e permitir que e escreva um livro sobre o maior de todos os mistérios, aí será bem diferente.

– O maior de todos os mistérios, você disse? – Perguntou o Charada com um sorriso no rosto.

– A resposta para quem é Edward Nygma – respondeu Catherine.

– Dra. Fay, você poderia ligar para a polícia? Acho que quero voltar para o Arkham e descansar um pouco.

– Claro, volto em um minuto.

– Podemos tomar um pouco de chá enquanto aguardamos?

– Vou ferver a água.

**********

Cerca de meia hora depois, bateram na porta novamente, Catherine olhou para o Charada – Acho que é para você.

– Bem, doutora Fay, foi um prazer – o vilão se levantou e pegou a arma – Nos vemos semana que vem, em nossa próxima consulta.

– Espero que nossa conversa tenha ajudado.

– Oh, as charadas já estão borbulhando em minha mente, doutora, borbulhando – Edward foi até a porta e a abriu, do outro lado, para sua surpresa, não estava um dos homens de Gordon, mas o Homem Morcego, que imediatamente torceu o seu braço direito, fazendo com que largasse a arma. Em apenas uma fração de segundo, o Charada estava no chão, imobilizado, com um joelho sobre sua face e bat algemas sendo colocadas em suas mãos.

– Argh! – O vilão grunhiu de dor – mas o que…para que isso? Eu ia me entregar, Gordon não te disse?

– Sim, ele disse, mas você é perigoso demais para eu arriscar que policiais viessem sozinhos aqui, agora vamos – Batman o levantou do chão como se ele pesasse apenas trinta quilos, e o entregou para dois policiais que o levaram para a viatura, enquanto Catherine observava.

– Tem certeza de que isso vai acalmá-lo? – Batman perguntou com o Charada já dentro do carro de polícia.

– Ele estava no limite, acreditando ser um vilão de segundo escalão, agora olhe para ele, está sorrindo.

– Você está sorrindo também, doutora.

– Eu escrevi um livro sobre o fascínio que você exerce nos internos do Arkham, e naquele carro há um homem que teve sua auto estima elevada simplesmente porque você veio prende-lo pessoalmente. Ter minha tese validada me faz sorrir. Agora se me dá licença, preciso terminar meu romance.

Batman voltou para o batmóvel que estava estacionado poucos metros à frente – Alfred – ele chamou pelo comunicador.

– Sim, patrão Bruce.

– Por favor, compre e mande entregar na mansão o livro que a dra. Catherine Fay escreveu sobre os internos do Arkham e sobre mim.

– Pensei que o senhor tivesse dito que não tinha tempo para análises superficiais como a dela.

– Apenas compre o livro, Alfred.

– Sim, patrão Bruce, imediatamente.

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Fernando Fontana é escritor e adulto amador, autor de “Deus, o diabo e os super-heróis no País da Corrupção” e da Graphic Novel “O Triste Destino da Namorada do Ultra Homem”, é criador deste site e colaborador do Canal Metalinguagem, onde escreve sobre filmes e quadrinhos antigos.

2 Comments

  1. Will Nygma disse:

    A DO REI!!!
    Muito inteligente, diálogos precisos, a psicologia bem explorada e divertido.
    Chocado como involuntariamente essa historia se encaixaria perfeitamente como um prelúdio da história q escrevi para o filme dos Maníacos de Arkham.
    Dá um belo caldo isso aqui viu!?

    Parabéns!

  2. […] Conto das Crônicas de Gotham City: Decifra-me ou Devoro-te!  […]

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