Entrevista com Pedroom Lane sobre o livro Abdução: Clonagem Experimental Humana

Pedroom Lane é autor da saga “Adução & Abdução: O Épico Alienígena” e publicou recentemente o quarto livro dela, “Abdução: Clonagem Experimental Humana”. Ele foi um dos primeiros entrevistados deste site e agora volta para falar um pouco sobre a sua mais recente obra, o manifesto robótico presente nela e os planos para o futuro. Caso você queira conferir a primeira entrevista é só clicar aqui.

Super Ninguém: Você foi um dos primeiros entrevistados de nosso site, e, na época, curiosamente e, ao mesmo tempo, surpreendentemente, se mostrava um cético tanto em relação aos relatos de óvnis, abduções e presença de alienígenas em nosso planeta. O astrofísico Neil deGrasse Tyson, inclusive, compartilha de seu ceticismo e brinca com o fato de que estes relatos de repente caíram consideravelmente com a presença cada vez maior dos celulares com câmera. O seu pensamento mudou ou ainda é o mesmo, existe vida inteligente lá fora, mas nunca nos visitou?

Pedroom Lane: Meu pensamento não mudou muito neste aspecto. Eu sou daquela turma que diz “eu quero acreditar”, frase clássica do seriado Arquivo X, porém, aqueles que supostamente investigam o assunto e divulgam essas aparições de óvnis não contribuem muito pra isso. É tanta fake News a nossa volta que, se existir uma notícia verdadeira, acaba passando despercebida. Quanto mais o tempo passa, mais evidências comprovam que as notícias anteriores não eram verdadeiras. Depois dessa entrevista do Obama dizendo os relatos de óvni são reais, eu fiquei mais cético ainda. A Data Limite já passou, a pandemia tá aí, e nada dos alienígenas se revelarem ou de Jesus voltar para nos salvar.
Por outro lado, em termos de fé, eu acredito em alienígenas. Creio que realmente possa ter acontecido um contato dessa natureza em nossa história conforme aponta a linha de pensamento dos Astronautas Antigos, ou que um contato desses possa acontecer a qualquer momento, inclusive como afirmam alguns estudiosos famosos, como o físico Michio Kaku ou o finado Stephen Hawking.
Agora, ficção à parte, o que eu acredito mesmo, é que possa existir uma ou mais espécies alienígenas convivendo conosco no Sistema Solar dentro dos parâmetros astrofísicos e psicossociais exatamente como os descrevo em meus livros, sobretudo no primeiro, “Adução, o Dossiê Alienígena”. Alienígenas imortais, mas que também ainda não desvendaram todos os mistérios da vida e do universo – talvez por isso eles ainda se interessem por nós.

Super Ninguém: Você publicou o quarto livro da saga “Adução & Abdução: O Épico Alienígena” que chega em um Box com o terceiro livro. Fale um pouco mais sobre o que o público pode esperar da trama do quarto livro.

Pedroom Lane: O quarto livro é, sem dúvida, o mais dinâmico. É quase um livro de ação, quando diversas linhas paralelas e personagens que parecem não se relacionarem uns com os outros convergem para uma trilha comum. A história que até então corre em dois universos distintos, um no passado de 1978, outro no futuro de 800 mil d.C., enfim se conecta, e a trama envolvendo o conflito entre militares e alienígenas chega ao estopim.
Embora a saga ainda não acabe, esse quarto livro, intitulado “Abdução, Clonagem Experimental Humana”, encerra a trama iniciada no segundo livro, lançado em 2018, o título “Abdução, Relatório da Terceira Órbita”, por isso mesmo ele vem com o slogan “A conclusão do Relatório da Terceira Órbita”.

Super Ninguém: Nele temos o chamado “Manifesto Robótico”, onde você trata os robôs como uma nova espécie, “robô sapiens”, com direitos muito bem detalhados. Destaco o valor dado à razão e a lógica, ainda que balizados pela ética, e o fato de que “conjuntos” terão cópias de segurança. Você poderia falar um pouco mais sobre o Manifesto? Como o idealizou, como imaginou a presença de robôs em uma sociedade, o que seriam as cópias de segurança?

Pedroom Lane: É muito simples. Os robôs ou entidades IA relatados em meus livros são inteligências oriundas da memória de uma super rede de computadores. São oriundos de uma geração espontânea da memória coletiva virtual – como se nascessem na Internet. Mas, no caso, em uma rede cósmica que opera sob parâmetros quânticos. Os computadores que integram essa rede é a vida. De modo que essa inteligência está presente em tudo. Como a minha história também abrange aspectos evolucionários, os robôs compõem o próximo passado evolucional depois do homem (ou dos alienígenas protagonistas da obra). Nesse contexto, a única função do homem, ou da fauna animal, é parir a espécie robótica. Aliás, não só a animal, o reino vegetal e outros também. Há robôs veganos e vegetarianos nesse universo, o que é, inclusive, uma maneira lúdica de abordar questões sobre o meio ambiente no decorrer da narrativa.


Considerando esses aspectos, não existem androides ou robôs humanoides na minha história, pois os próprios alienígenas que convivem com eles desempenham esse papel, em parte, eles já são robôs. Seus corpos e mentes são artificiais, embora ainda desfrutem seu arbítrio locomotivo na esfera material (ou tridimensional como descrevo no livro), enquanto os robôs vivem apenas da esfera virtual.
Isto posto, a história do livro se passa em um momento em que as espécies robóticas convivem em plena harmonia com as demais. Porém, no decorrer dessa relação “homem-máquina” houve uma guerra no passado (A Guerra da IA, narrada em “Adução, o Dossiê Alienígena”). Durante a guerra, muitos alienígenas foram escravizados e incontáveis robôs acabaram deletados. Assim, quando a paz se restabeleceu, ambos os lados criaram leis para garantirem sua existência. Para evitar que um episódio desses se repetisse e algum robô fosse deletado, o Manifesto Robótico, ou seja, a carta magna da espécie, proíbe que qualquer informação binária seja deletada, e que todo conjunto de informações que compõe uma entidade robótica possua pelo menos cinco cópias de segurança.


Se você pensar nessa lei, ela é bem ditatorial, por isso há uma brecha nesse mesmo manifesto deixa em aberto a possibilidade de um robô ser abortado, ou seja, deletado sem que qualquer cópia de segurança seja salva. Aliás, o termo backup é algo que traduz boa parte dos sentimentos e envolve questões de segurança no contexto dessas inteligências artificiais, no decorrer da história.
Por sinal, é por essa obrigatoriedade de manter cópias de segurança que o Manifesto aparece na obra, em um contexto que envolve o protagonista humanoide da história, quando o mesmo se depara com um determinado ambiente cuja existência é oriunda deste Manifesto; e um determinado robô, cuja origem está relacionada diretamente com a promulgação desse texto.

Super Ninguém: O livro quatro, “Clonagem Experimental Humana”, encerra a saga ou há planos para mais histórias dentro deste universo? Você já mencionou no passado a ideia de escrever um livro onde os robôs, coadjuvantes na sua saga, se transformariam em protagonistas. Essa ideia ainda está de pé?

Pedroom Lane: Sim, essa ideia ainda está de pé, mas é só uma ideia mesmo. Como eu mencionei acima, a saga ainda não acabou. Vários pontos da história abordados nos livros publicados até aqui ainda permanecem em aberto. O mais fundamental é entender porquê os malditos alienígenas retrocederam no tempo, até 1978, para elaborar o tal “Relatório da Terceira Órbita”. Há vários pontos em aberto envolvendo essa questão que remetem à sociedade que esses alienígenas habitam, e nesse novo livro pretendo eu fechá-los todos e encerrar a saga. Feito isso, aí eu posso pensar em retomar essa ideia para criar uma nova história dentro desse mesmo universo, mas com protagonismo dos robôs.


Por outro lado, neste livro lançado agora, “Clonagem Experimental Humana”, há de se dizer que os robôs ganham uma importância maior na história. Não a toa é o livro em que consta o tal “Manifesto Robótico”. Alguns robôs acabam se inserindo de maneira mais decisiva na trama dos personagens protagonistas, que são todos humanoides, seja homem ou alienígena. No novo livro que estou escrevendo, essa participação e a importância dos robôs será ainda mais relevante, embora eles continuem ocupando um papel coadjuvante.

Super Ninguém: Finalmente, onde o leitor pode encontrar seus livros, tanto os impressos quanto os e-books?

Pedroom Lane: Os livros impressos podem ser encontrados nas principais livrarias desse país e no site da editora, a Novo Século. Os e-books, que certamente compõem a maneira mais em conta para adquiri-los, são exclusividades do site Kindle Brasil – Unlimited, da Amazon. Mas o mais fácil para o leitor é checar meu site pessoal com os links e mais informações sobre todos meus livros e outras publicações, muitas para leitura franca, ou simplesmente googlar. O endereço do site é:
www.pedroom.com.br





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