Por Everton Nucci

Olá todo mundo, bem vindes ao vale! Eu sou Everton Nucci e estou aqui para contar minhas impressões iniciais do mais novo membro da guerra dos streamings: a HBO MAX. Ressalte-se que continuo assinando a tradicional e pioneira: Netflix; a plataforma do foguete de pir#c@: Amazon Prime Video; e a devoradora de estúdios: Disney + (sim, o capitalismo me venceu). Assim sendo, hoje em vez de analisar uma obra, eu estou aqui analisando um serviço de streaming para nunca deixar o Fernando entediado com minhas matérias.

Antes de continuar, precisamos dizer algumas verdades: a plataforma vermelhinha tem irritado os consumidores com seu novo reajuste de preços e seu gigantesco catálogo, do qual nem tudo se aproveita. São muitos filmes e séries ruins, séries abandonadas pela metade e dúzias de lançamentos por semana que fatalmente serão esquecidos em três ou quatro dias. Já o streaming do Jeff Bezos pode até ser o mais barato de todos e ainda oferecer frete grátis na loja da Amazon, livros grátis na loja do Kindle, músicas grátis na Amazon Music (e sei lá mais quantas outras coisas grátis uma empresa consegue oferecer sem ser chamada de comunista), entretanto, a maioria de suas produções originais não impressionam e a navegação é péssima.

O que dizer do serviço do “Rato do Capiroto” então? Essa só vê a cor do meu dinheiro graças à Marvel e Star Wars, de resto nada me seguraria por lá. E agora ainda querem cobrar mais pelo Star +, só pode ser brincadeira!

Assinar meu streaming é inevitável!!!

E finalmente falando da estreante, a HBO MAX deu um golpe certeiro ao oferecer 50% de desconto (em teoria pelo resto da vida) para quem assinasse no primeiro mês de lançamento, mostrando que quer muito entrar nessa briga. Vale lembrar que antes da HBO MAX, já existia algo chamado HBO GO, que goza de péssima fama entre os antigos assinantes. Mas não é só o preço que tem atraído minha atenção, parece haver muito esforço em trazer novidades e é disso que eu quero falar hoje.

Para começar, é justíssimo dizer que a nova plataforma faz o mínimo ao resgatar algumas produções que não estão disponíveis em outros catálogos, como “Friends”, “Game of Thrones”, e até “Hora de Aventura” (que entrou e saiu da Netflix não sei quantas vezes e agora está por lá sem início e nem fim, só com uma temporada aleatória do meio da série).

Por falar em desenho, na HBO você poderá conferir as animações da “Liga da Justiça”. É muito bom ver as personagens da DC com as ótimas adaptações da Warner Home Vídeo (incluindo as sagas dos “Novos 52”, e o surgimento da nova era com “Superman – O homem do amanhã”). Só que eu, como bom Nerd Chato, quero reclamar da falta dos clássicos “Batman – The Animated Series”, “Justice League” e “Justice League Unlimited”.

Daí o Everton disse que não ia mais assinar outros Streamings mas acabou assinando a HBO Max só por nossa causa.

E já que estou reclamando, vou falar de “Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge”, não é a melhor animação já feita, mas é bastante respeitosa com os fãs, segue a história do jogo de forma bastante fiel e reproduz muito bem os golpes, e finalizações das personagens, resumindo, é um bom fan service. Mas foi nesse desenho que notei a primeira escorregada do serviço, e por um detalhe muito bizarro: ele não está localizado para o Brasil! Não estou falando só de dublagem, a animação simplesmente não tinha nem áudio e nem legendas em portugues, apenas inglês. Como assim???!!! Que tipo de amadorismo é esse? Pelo menos os filmes live action da franquia também estão todos lá, inclusive os dos anos 90 para quem quiser matar a saudade.

E por falar em matar saudade, o que dizer de “Gossip Girl”? A série de 2020 com cara de início dos 2000? Não acham bizarra a forma como essa série envelheceu rápido? Puro “efeito internet” e até tiram o sarro disso no primeiro episódio, afinal, quem colocaria um título como “A garota do blog” em uma série atual?

Os jovens de hoje nem devem saber o que é um blog. Acho que o adequado seria chamar de “A garota do podcast”, ou um título no estilo Rede Record: “Gossip Girl – A influencer do Mal”. Sobre a série, não sei se foi a temática ou o formato que ficou datado, o fato é que nada ali me desceu. São atores claramente adultos, interpretando adolescentes, que se comportam como adulto (!!!), sendo manipulados por professores adeptos do cyberbullying (???) que se comportam como crianças.

As personagens LGBTQIA+ (que por acaso são o tema dessa coluna) estão transbordando estereótipos ultrapassados e vivendo dilemas para lá de previsíveis: Um cara de cabelo rosa que logo descobre que não é heterossexual? (Me poupe!) Um bissexual assumido – excessivamente promiscuo – que quer pegar todo mundo que cruza o seu caminho incluindo o professor (que alias parece mais novo do que o próprio aluno). E ainda há uma confusão monumental com relação à identidade de gênero de um dos pais desse aluno, o que só demonstra o quanto esse roteiro não está conectado com os dias de hoje.

Gossip Girl – A Influencer do Mal

Francamente, se você quer uma boa série com personagens LGBTQIA+, eu recomendo passar longe de “Gossip Girl” e cair de cabeça em “Genera+ion”. Nessa sim, nós vemos adolescentes com cara de adolescentes, roteiro bem escrito, direção e montagem de episódios fabulosos, além de assuntos muito mais condizentes com 2021.

São inseguranças, dramas, e problemas excepcionalmente palpáveis, e digo isso mesmo sabendo que alguém pode vir comentar: “Nessa série também tem um aluno se apaixonando por um professor! ”. Eu sei, a diferença é que nessa série eu consigo acreditar! A trama não é forçada e romantizada só para criar conflito e poder exibir uma dúzia de cenas apelativas para atrair a audiência. Em “Genera+ion” vemos todas as letras do universo LGBTQIA+ na tela. Tudo com muita profundidade, mas sem deixar de lado o humor e a leveza.

Mas se você não está procurando leveza, eu aconselho “It’s a Sin” e “Normal Heart”, duas produções diferentes (a primeira, uma série de 2021 e a segunda, um filme de 2014)  mas que tratam do mesmo tema: o surgimento da AIDS em meados dos anos 80 e a forma como a sociedade preferiu ignorar a doença por acreditar que atingiria apenas à população homossexual. Pesado, difícil e necessário.

Olha que lindo o Everton falando mal de Gossip Girl e elogiando a nossa série

Muita coisa aqui merece uma matéria completa, dedicada e detalhada, e vou me esforçar em fazer. Mas por enquanto eu gostaria mesmo é de passar essas primeiras impressões sobre o novo streaming do mercado. O saldo, até o momento, é positivo. Quando se trata de conteúdo sabemos que o canal HBO é quase sempre sinônimo de qualidade. Junte a isso os catálogos da Warner Media e já temos razões suficientes para dar um voto de confiança. Com relação ao aplicativo, eu devo dizer que ainda tem muito o que melhorar, as desconexões são constantes, as configurações se perdem com facilidade e a navegação é muito ruim, o que dificulta na hora de encontrar o que assistir.

E se você quiser conversar comigo, me dar dicas do que assistir na HBO MAX. Mande seu e-mail para contato@superninguem.com.br, ou deixe seu comentário logo abaixo. Por hoje é só, obrigado por lerem essa coluna, continuem acessando o site e fiquem em paz!

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Everton Nucci é tecnólogo por formação, servidor público por opção, ator por paixão, escritor fanfarrão, odeia fofoca e é um praticante da letal arte do Unagi

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